Há algum tempo a padronização de produtos vem ganhando cada vez mais importância estratégica dentro das organizações. Desde julho de 2018, passou-se a exigir o código GTIN nas notas fiscais. Recentemente, o Google Shopping também passou a requisitar esse código em todos os produtos que são comercializados na plataforma.

Essas e outras mudanças têm chamado a atenção de diversos empresários, principalmente varejistas que apostam em tendências tecnológicas para alcançar mais eficiência e produtividade.

Você sabe o que é GTIN e qual é a sua importância para o comércio? Neste post vamos explicar tudo o que você precisa saber em relação a esse assunto. Confira!

O que é GTIN?

O GTIN (Global Trade Item Number), ou Número Global de Item Comercial, representa o conjunto numérico que compõe o código de barras dos produtos — é a sequência numérica que identifica um produto. Essa sequência carrega a unicidade da identificação do produto

A codificação GTIN não é a mesma coisa que o código de barras. Karina Rocha, do setor de Relações Institucionais da GS1 Brasil, explica a diferença:

“O GTINGlobal Trade Item Number (ou Número global de item comercial) refere-se apenas a numeração. Ele pode conter 8, 12 dígitos, 13 ou 14 dígitos. Esse número está carregado em um código de barras para proporcionar a leitura ótica.. Ele está inserido na embalagem nos 2 formatos.”

Com esse código numérico, é possível buscar as informações que foram cadastradas deste produto. O código GTIN é específico e exclusivo para cada item comercial. É uma identificação única e intransferível. Depois que é cadastrado, o GTIN passa a ser utilizado apenas para aquele produto. De acordo com Karina Rocha:

Existem códigos de barras diferentes que permitem inserir dados adicionais. Estes códigos, além do GTIN, carregam outras informações como lote, validade, e muitos outros dados como uma medida variável, etc.”

O responsável por identificar o produto, pela regra maior, é o dono da marca. Independente de ser este o seu fabricante ou produtor. Portanto, empresas que comercializam produtos sob sua marca devem filiar-se a GS1 para obter os códigos exclusivos para seus produtos.  O GTIN, atribuído exclusivamente pela GS1, pode e deve também ser utilizado para identificar produtos artesanais, de qualquer origem, feitos sob medida, em larga escala ou não. Ou seja, qualquer item comercial pode ser identificado de forma padronizada para atender as demandas dos clientes varejistas, atacadistas e distribuidores ou mesmo, para o próprio controle logístico do fabricante / produtor.

Qual é o objetivo e utilização do GTIN?

O objetivo do GTIN é identificar itens comerciais em qualquer ponto da cadeia de suprimentos. É um requisito para cadastrar produtos em marketplaces como o Google Shopping e outras plataformas de vendas online.

Com essa codificação de produtos, fica muito mais fácil rastrear e comparar itens em sites e plataformas de e-commerce, além de proporcionar mais precisão e confiabilidade em relação às informações dos produtos. É o que conta Karina Rocha:

“Nesse aspecto, o GTIN se faz mais importante ainda, porque você pode pesquisar pelo código. Você sabe que o produto que está vindo com relação àquele código é realmente o que você quer. É lógico que isso, no e-commerce, também vai para outros produtos em comparação — para você saber se realmente está comparando os mesmos itens, e não versões diferentes.”

Como o GTIN está relacionado à automação?

O código de barras propicia a automação no controle de recebimentos de mercadorias, facilita o controle do estoque e a rastreabilidade dos produtos. Para Karina Rocha, a automação é essencial para o varejo:

“Na verdade, o GTIN é importante desde que foi implantada a automação, há mais de 30 anos. A automação é importante no varejo, na operação das empresas e na área logística de uma maneira geral. Imagine como seria se você não tivesse um mínimo de automação do jeito que as coisas são hoje. Não tivesse leitura ótica, tivesse que digitar os números, contabilizar um estoque e fazer um inventário na mão. E acredite, ainda vemos empresas realizando esse controle sem a ajuda da automação, o que não é nada eficiente – normalmente gera custos, muito retrabalho e baixíssima acuracidad

Karina Rocha ainda completa dizendo como a padronização proporcionada pelo GTIN facilita a vida do varejista:

“Porque, por exemplo, a indústria utiliza a identidade única dos seus produtos para atender qualquer um dos seus clientes — seja uma farmácia ou um grande varejo, seja o cliente uma loja de conveniência de posto de gasolina. A identificação é a mesma, os sistemas, softwares de gestão estão todos adaptados pra ler os códigos.”

Com a automação, a empresa conta com os dados sempre atualizados, o que representa transações comerciais mais rápidas e eficientes, com alto nível de confiabilidade. Além disso, essa padronização facilita o varejo no mundo inteiro:

O código padronizado, serve para atender a qualquer sistema. Por isto que é um padrão internacional: o mesmo código poderá ser lido em um varejo da China ou na África do Sul. A padronização serve para isso.”

Muitos processos são eliminados com a automação de ponta a ponta, ainda mais se os itens são identificados com GTIN. Para que os sistemas possam conversar entre si, tornando os processos mais ágeis, dando visibilidade na cadeia de suprimentos, aumentando a eficiência. Isso é automação.”

 

O que o GTIN tem a ver com a nota fiscal?

De acordo com uma nota técnica emitida em 2017, passa a ser exigida, nas notas fiscais, a numeração do GTIN. No caso de produtos que não tenham código de barras, deve ser informado literalmente a expressão “SEM GTIN”.

As Secretarias da Fazenda fazem uma verificação desse código para validar a nota fiscal. O preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib já era obrigatória, entretanto, a validação desses campos agora se torna obrigatória. Caso haja inconformidade nas informações, a nota fiscal será rejeitada.

Se tem o código de barras, ele é obrigado a informar na Nota Fiscal Eletrônica. Isso é muito importante para as Secretarias de Fazenda, porque à medida que as secretarias também vão evoluindo em termos de tecnologia, de controle, de cruzamento de informação do que a empresa tem em estoque, do que ela produz, do que está saindo, de matéria-prima e de inventário.

Entre as vantagens dessa exigência, Karina Rocha aponta:

“É um controle a mais para o fisco quando ele exige a informação do GTIN na nota.”

Essa obrigatoriedade é válida para todo o território nacional, no caso de empresas que comercializam produtos que tenham o código de barras em sua embalagem. As empresas que não cumprirem com essa exigência poderão receber autuações e multas que variam conforme o estado.

“A questão de ter o código de barras e o GTIN na Nota Fiscal Eletrônica para a Secretária de Fazenda é que ela tem o nosso suporte. Nós temos um cadastro dos produtos porque somos nós que atribuímos essa identificação. Então também temos hoje o controle dos produtos que nós mesmo atribuímos a notificação e o governo segue, assim, tendo um controle maior.”

Quais são os tipos de GTIN?

Existem quatro tipos de GTIN, que variam conforme o tamanho. São eles:

  1. GTIN-8;

  2. GTIN-12;

  3. GTIN-13;

  4. GTIN-14.

Karina Rocha esclarece as diferenças entre eles:

GTIN-8 é utilizado em produtos com pouco espaço para informações em seus rótulos / embalagens. GTIN-13 é o mais comum de se encontrar no varejo, na menor unidade de venda. Para as caixas, unidades logísticas, se usa o GTIN de 14 dígitos e por fim, produtos normalmente de origem americana possuem 12 posições numéricos (GTIN-12).”

Neste post você conheceu um pouco mais sobre a importância de utilizar a padronização GTIN na sua empresa. No Brasil, a empresa GS1 é a responsável pelas atribuições dos GTINs.

Caso a sua empresa ainda não utilize essa tecnologia, você pode entrar em contato com a GS1 e descobrir quais passos devem ser seguidos para cadastrar os seus produtos. Basta acessar a página da GS1 Brasil!

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