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Muitas empresas que ainda não têm um e-commerce próprio ou uma loja virtual robusta enxergam, em uma plataforma marketplace, uma oportunidade para expandir seus negócios. Os principais marketplaces do Brasil são: Cnova (Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com), B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), Mercado Livre, Grupo Netshoes (Netshoes e Zattini), Grupo GFG (Kanui, Dafiti e Tricae) e Walmart.

Por alto, os marketplaces funcionam como shoppings virtuais. Nesses ambientes, o lojista pode cadastrar seus produtos e se aproveitar de toda uma estrutura de gestão e vendas das plataformas, que cuidam da geração de tráfego, processamento dos pagamentos, análise de fraudes e monitoramento de visitas.

A empresa que vende no marketplace fica responsável pela parte logística das vendas, por parte do atendimento aos clientes e ainda repassa um percentual de comissão para as plataformas a cada venda efetuada. Apesar das facilidades, da visibilidade e do crescimento em vendas que um marketplace pode proporcionar, não é qualquer empresa que consegue fazer parte dessas redes.

No artigo de hoje, listaremos os principais requisitos para a sua loja começar e continuar a vender em marketplaces. Confira!

Ter uma empresa regularizada

Para manter uma boa credibilidade para a marca, os marketplaces fazem questão de que seus parceiros sejam devidamente regularizados. Isso significa que sua empresa precisa ter um CNPJ ativo e sem restrições, CNAE de varejista (exigência em algumas plataformas), conta corrente no CNPJ cadastrado e emitir nota fiscal eletrônica (NF-e).

Para os clientes, isso é uma garantia de que eles estão lidando com empresas sérias, profissionais e que garantam uma qualidade no serviço condizente com o marketplace. Afinal, como confiar em uma loja que sequer conta com documentação? De que forma eles se sentirão seguros quanto à entrega do produto?

Dispor de produtos padronizados e registrados

Todas as mercadorias cadastradas na plataforma marketplace devem ser documentadas. Esse registro é importante para comprovar a origem dos produtos, gerenciar melhor o estoque, fazer a emissão das notas fiscais e acompanhar os pedidos.

Uma das melhores maneiras de facilitar a padronização dos itens a serem vendidos na loja é a utilização de código de barras. Assim, cada produto registrado no estoque passa a ter uma identidade, algo que o acompanhará até chegar ao consumidor final.

Uma mercadoria documentada e padronizada oferece mais segurança para o marketplace e para os consumidores, já que ela passa a ter uma origem comprovada, o que impede a venda de itens obtidos ou produzidos de forma ilícita.

Manter um estoque atualizado

Você deve imaginar o quão frustrante é para um cliente se interessar por um produto e, na hora de acessar a loja e tentar comprá-lo, ver que a mercadoria se encontra indisponível no estoque. O problema é que, nos marketplaces, os maiores prejudicados são eles, já que arriscam suas marcas consolidadas a esses tipos de problemas.

Para manter um padrão de qualidade nas operações dos seus parceiros, os marketplaces exigem que somente produtos com disponibilidade no estoque podem ser ofertados. Aliás, muitas plataformas excluem, automaticamente, os itens esgotados no estoque da lista de vendas. 

Para manter o estoque em dia, você pode atualizá-lo manualmente ou automaticamente por meio da integração entre a sua plataforma de e-commerce (caso você tenha) e a plataforma do marketplace.

Além disso, você precisa gerenciar bem seu estoque para assegurar um volume suficiente de mercadorias disponíveis para pronta entrega. Assim, evitará possíveis atrasos e insatisfações de clientes e marketplaces.

Manter uma eficiência no envio dos pedidos

Garantir uma logística eficiente pode até não ser um pré-requisito, mas é, sem dúvidas, uma das principais formas de se manter e se destacar em um marketplace. Os consumidores, de um modo geral, são exigentes quanto ao preço, prazo e qualidade nas entregas de suas compras.

E, se é importante para os clientes, também será para os marketplaces. Afinal, marca nenhuma quer ficar associada a reclamações por atrasos, avarias, devoluções e outros problemas com o frete. 

Também é legal ressaltar que alguns marketplaces oferecem a possibilidade de usufruir dos seus contratos com os Correios, como é o caso da B2W. Isso ajuda a agilizar o despacho e a fazer um acompanhamento mais preciso e atualizado dos pedidos.

Ainda assim, é importante que sua empresa tenha um sistema que automatize os envios dos produtos para o seu estoque. Como os pedidos são encaminhados do marketplace para a sua loja, é legal ter uma ferramenta que transmita diretamente essas solicitações para o estoque, que pode trabalhar mais rapidamente.

Ser bem avaliado pelo público

Uma das razões para os marketplaces suspenderem as atividades de parceiros cadastrados em suas plataformas é a insatisfação dos consumidores. Você pode correr esse risco se muitos clientes se queixarem de problemas com a entrega, reclamarem da qualidade do produto e não tiverem seus protocolos respondidos dentro de um prazo estipulado pelo marketplace.

Além disso, as avaliações feitas em relação à sua loja no Reclame Aqui, no Ebit e nas redes sociais também podem ser consideradas como critério de continuidade nos marketplaces. Por isso, é muito importante investir em uma equipe de atendimento capaz de solucionar os problemas dos clientes de forma ágil e apta para gerenciar crises. 

Além disso, não podemos esquecer da relevância de ter um frete rápido, preços competitivos e de outras estratégias que favoreçam uma experiência de consumo encantadora.

Atender aos requisitos operacionais de cada marketplace

Os marketplaces têm algumas especificações que precisam ser atendidas se você quiser vender seus produtos. São regras sobre títulos e descrições dos produtos, políticas de trocas e devoluções, prazos para responder chamados do SAC, taxas de comissão e até sobre fotos das mercadorias.

Por exemplo, no grupo Netshoes, o padrão para publicar as fotos dos produtos é ter um fundo branco ou cinza para as imagens. No Walmart, por sua vez, as descrições dos produtos não podem ter mais do que 5.000 caracteres e devem ser escritas em caixa baixa. 

Enfim, esses detalhes variam de acordo com a plataforma, mas é importante ter essa noção para não dificultar o cadastro e a venda dos produtos e, claro, seguir os padrões de qualidade dos marketplaces.

Obter código de barras

Há algum tempo, o código de barras era algo destinado apenas às grandes empresas, multinacionais e redes de franquias que realizavam vendas em grande escala. Hoje em dia, ele se difundiu pelo mercado e até mesmo as pequenas lojas virtuais já podem contar com essa importante ferramenta. Para vender em um marketplace, trata-se de um item obrigatório. 

Qual a função do código de barras no marketplace?

O código de barras consiste em uma numeração universal para determinar um item. É como se estivéssemos falando do número de RG de um produto. Contar com essa codificação significa que aquele item é único. E quem não gosta de exclusividade na hora de comprar? Além disso, o fato de um produto ter código de barras facilita a sua localização pelo comprador.

Pensando na efetividade do marketing, um anúncio de produto codificado costuma ser aprovado mais rapidamente nas plataformas. Isso porque o simples rastreio do código permite ter acesso às suas características e associá-lo a outras ofertas similares, o que auxilia em sua divulgação.

Como gerar um código de barras para marketplace?

Como dissemos, o código de barras é específico para cada produto. Ele é gerado a partir da origem e das características do item. Se você comercializa um mesmo modelo de sapato em preto e marrom, você vai precisar gerar um código para cada um, já que a cor faz parte da identidade do produto. 

Para obtê-los, você precisa acessar o site da GS1 e fazer um cadastro, que é o que vai permitir a geração dos códigos. É importante lembrar que, uma vez cadastrado o código de barras, ele servirá como meio de identificação do seu produto e poderá ser detectado por pesquisas e até mesmo leitores ópticos.

Há alguma dica para o correto gerenciamento dos seus códigos de barras?

O gerenciamento adequado dos seus códigos é o que permite contar com todas as suas vantagens. Para isso, podemos citar algumas boas práticas:

  • faça uma busca — Buscar o seu EAN em uma plataforma e observar a que produtos ele está associado permite entender se você está fazendo o cadastro de maneira adequada;
  • evite as divergências — Tentar cadastrar um novo código para um produto já existente pode prejudicar o seu anúncio. Isso gera uma divergência no sistema, que pode entender o seu produto como falso, o que fará com que o anúncio não seja aceito;
  • mantenha uma planilha de dados — Tão importante quanto saber quais os produtos que você comercializa, é reconhecer os códigos de barras associados a cada um deles;
  • busque sempre a legalidade — Obter códigos de barras é uma forma de sair da informalidade. A partir do momento que você entende o quanto essa formalização é importante para o seu e-commerce, você passa a considerá-la essencial para prosseguir com seu negócio. Hoje em dia, o mercado está aberto a negócios de todos os modelos e tamanhos e a possibilidade de codificar produtos de um pequeno varejo deve ser vista como uma grande e importante oportunidade.

Fazer parte de uma plataforma marketplace está longe de ser uma tarefa burocrática. Se você tem uma empresa devidamente formalizada e é capaz de gerenciar seu mix de produtos, estoque, logística de entrega e, principalmente, a relação com seus clientes de forma organizada e eficiente, a tendência é de conquistar bons resultados. 

O importante é ter o mesmo zelo pela loja na plataforma como se fosse o seu próprio e-commerce. Quanto melhor for a experiência do cliente, melhor para você e para o marketplace.

Se você gostou de conhecer os requisitos para vender em uma plataforma marketplace, não deixe de baixar o nosso e-book sobre como evitar problemas na logística.

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