A cada momento, o tratamento e a gestão de dados dentro das empresas têm se tornado algo bastante importante para o andamento e a manutenção dos processos empresariais. A esse respeito, no cenário interno de um negócio, é possível encontrar uma imensidão de dados vindos de diversas fontes, tanto do meio corporativo quanto do ambiente vasto da web. Por isso, é fundamental que a companhia tenha ferramentas e estratégias para tratá-los.

Nesse universo, há dois conceitos intrinsecamente ligados à gestão de dados: o Small Data e o Big Data. O primeiro vem ganhando relevância no mercado por conta das expectativas e necessidades dos consumidores que desejam um atendimento eficiente e personalizado, obrigando as empresas a buscarem novas formas de disponibilizar serviços inovadores ao seu público-alvo. Já o Big Data foi instituído mediante a necessidade de lidar com um grande fluxo de informações trabalhadas dentro dos processos cotidianos de um negócio.

Saber como funciona cada um desses conceitos é fundamental para poder estruturar as atividades da sua empresa com base nas novas tendências e realidades do mercado. Interessou-se pelo assunto? Então, continue lendo e fique por dentro de tudo a respeito de Small Data e Big Data!

O que é Small Data?

A princípio, convém ressaltar a definição de Small Data. Em sua tradução literal para o português, o termo significa “pequenos dados”, mas, na prática, essa expressão está relacionada à capacidade da empresa em lidar com detalhes, como percepção, opiniões e experiências do cliente.

Essa estratégia tem por finalidade dar mais valor à qualidade dos dados em detrimento da quantidade. Com isso, há a filtragem de informações que realmente têm significado quanto às necessidades e aos desejos de clientes e consumidores potenciais.

Devido a isso, podemos sintetizar que o Small Data se baseia em decifrar conteúdos e informações que, por vezes, escondem os dados mais relevantes para auxiliar os gestores na tomada de decisão. Eles pertencem a uma realidade estratégica que permite obter conhecimentos que fazem toda a diferença para o planejamento dos negócios empresariais. Para as empresas que têm como meta se tornar mais produtivas na captura de dados, o uso do Small Data é essencial.

Algumas das suas vantagens são poder reunir conteúdos que, de fato, sejam relevantes para se tornar a base para traçar planos de ação e otimizar os processos operacionais que são executados pelos colaboradores da empresa.

Ademais, tendo uma política de tratamento de dados mais efetiva, é possível elevar o retorno sobre o investimento, pois as estratégias de vendas e de atendimento ao cliente poderão ser executadas com base no perfil real do público consumidor, melhorando, assim, a performance do negócio como um todo.

Na área de marketing, por exemplo, um dos principais objetivos é customizar o atendimento para que o cliente se sinta mais próximo da empresa. No entanto, ao se trabalhar com uma imensidão de dados, a tarefa de filtrar as informações para traçar uma customização ideal pode se tornar algo desafiador. Por isso, o Small Data ganha tanta relevância nos dias atuais.

O que é Big Data?

O Big Data surgiu a partir da necessidade de saber como processar e analisar o imenso volume de dados que são gerados diariamente pelas empresas. Sendo assim, mais do que distinguir entre dados estruturados e não estruturados, essa ferramenta permite que o gestor saiba fazer bom uso dessas informações com o intuito de obter insights que vão ajudá-lo na tomada de decisões.

Dessa forma, o termo Big Data abrange todos os dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo pelas empresas. A ideia é permitir que o gestor faça o cruzamento dessas informações para ajudá-lo na criação de estratégias mais eficientes e precisas.

Além disso, quando bem analisado, o Big Data também permite que o gestor saiba analisar a real situação do mercado, identificar as necessidades e expectativas dos clientes e compreender os indicadores de gestão.

Vale ressaltar que a prática de coletar e armazenar informações para serem usadas como ferramentas de desenvolvimento é bastante antiga. Porém, foi no início dos anos 2000 que esse termo ganhou uma nova estrutura embasada em “três Vs”:

  • volume: se refere ao gigantesco volume de dados que são gerados tanto dentro quanto fora da empresa. Ou seja, a captura desses dados é feita a partir de diversas fontes distintas;
  • velocidade: diz respeito à rapidez com que esses dados são transmitidos e tratados. Isso significa que, independentemente da complexidade e da variedade da ação, o processamento dessas informações deve ser feito de forma bastante ágil para que o gestor tenha acesso a elas em tempo real;
  • variedade: aqui, são definidos os formatos da geração desses dados, que podem ser estruturados e não estruturados. Nesse caso, quanto maior for a complexidade do dado, maiores serão as chances de obter informações úteis que poderão ser transformadas em insights.

Os três Vs podem ser aplicados, de forma eficiente, em diferentes formatos de empresa. No entanto, em determinados tipos de negócios, é preciso acrescentar quatro dimensões para obter melhores resultados. São elas:

  • variabilidade: se refere a variedades de assuntos que estão relacionados à sua empresa;
  • complexidade: está relacionada ao nível de dificuldade que a empresa tem de relacionar, combinar e tratar os dados coletados de fontes distintas e transformá-los em insights;
  • veracidade: diante de tantos dados, é essencial saber distinguir o verdadeiro do falso. Sendo assim, esse princípio consiste em buscar por informações que sejam, de fato, legítimas; 
  • valor: diz respeito ao esforço que foi aplicado para transformar o dado em informação relevante para a empresa.

Quais as diferenças entre Big Data e Small Data?

Diante dessas informações, percebemos que o Small Data e o Big Data são soluções que atuam em conjunto. Nesse contexto, quando bem alinhadas, permitem que o gestor tome decisões mais precisas e, consequentemente, garanta melhores resultados.

Sendo assim, as principais diferenças entre eles estão na maneira como agem. O Big Data auxilia na captação e no armazenamento de dados para que eles sejam transformados em insights. Nesse caso, auxilia na elaboração do mapeamento de serviços, na segmentação do público-alvo etc.

Já o Small Data é utilizado para decifrar esses dados, a fim de encontrar informações que sejam, de fato, relevantes para a empresa. Para isso, é feita a análise do comportamento do consumidor, do desenvolvimento de estratégias de comunicação etc.

Portanto, fica claro que Small Data e Big Data são ferramentas essenciais em uma boa gestão empresarial. Afinal de contas, por meio delas, o gestor consegue ter uma visão mais precisa sobre tudo o que acontece à sua volta, além de saber utilizar as informações que estão à sua disposição para obter melhores resultados.

Gostou do artigo e quer saber mais sobre o assunto? Então, confira a importância que a qualidade de dados tem para o seu negócio.