Com o aumento do número de empresas oferecendo um mesmo tipo de produto, disputando espaços nas prateleiras dos mercados e lojas, além da atenção e do bolso dos clientes, as embalagens deixaram de ser apenas uma proteção para os produtos e passaram a ter um papel estratégico, um verdadeiro item de vantagem competitiva e de marketing que contribui para o sucesso ou fracasso de vendas de determinado item.

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Contudo, a necessidade em se reduzir despesas adicionais com o produto, custos com transporte, armazenamento e ainda adequar as embalagens a regras de regulamentação estabelecidas pelo governo, adicionam alguns elementos fundamentais no momento da escolha da embalagem certa para a comercialização de produtos, principalmente os alimentícios.

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Neste post, vamos entender melhor quais são os 4 cuidados básicos na hora de escolher boas embalagens para seus produtos:

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Cuidado com regulamentações específicas para embalagens

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Existem dois órgãos, o INMETRO e a ANVISA, além do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam os itens que devem constar em uma embalagem.

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O Código de Defesa do Consumidor possui 5 artigos que são essenciais e afetam a embalagem. Aqui apresentamos um pequeno resumo deles:

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    Artigo 6º do terceiro capítulo: afirma indiretamente que a embalagem deve: proteger o consumidor contra possíveis acidentes ou riscos, por exemplo de um alimento ser consumido fora do prazo; deve conter informações sobre o uso do produto (quando necessário); ter informações sobre composição, quantidade e características do produto; além de não poder conter propaganda enganosa ou abusiva;

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    Artigo 8º do quarto capítulo: reforça que o fornecedor não pode omitir informações ou acondicionar o produto em embalagens que tragam riscos para o consumidor. Ou seja, se seu produto é perecível e requer cuidados básicos, como refrigeração ou proteção contra a incidência de luz, então sua embalagem deve ser pensada para garantir essas questões e essa informação deve ser clara na embalem, caso contrário, um consumidor poderá mover uma ação contra sua empresa, ao se sentir prejudicado;

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    Artigo 39 do capítulo 5: fala sobre a obrigatoriedade de seguir as especificações das agencias regulamentadoras. No caso de alimentos, seria o INMETRO e a ANVISA, além de ter que registrar o produto junto ao Ministério da Saúde e/ou da Agricultura em alguns casos;

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    Artigo 31 do capítulo 5: reforça a questão de que as informações devem ser claras, conter quantidades e a composição do produto e estarem em língua portuguesa;

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    Artigo 38 do 5º capítulo: define o que é considerado publicidade enganosa, ou seja, aquela que omite ou fornece informações que podem induzir o consumidor seja sobre o uso, quantidade, prazos, composição, preço ou qualquer informação que não reflita a realidade do produto. Além de falar sobre publicidade abusiva, como quando a embalagem traz alguma mensagem discriminatória ou que explore a superstição das pessoas ou a inocência de julgamento das crianças.

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Além dessa legislação mais genérica e aplicável a todo tipo de embalagem, no caso de produtos alimentares, a ANVISA determina, por meio de sua resolução RDC 259/02, os elementos básicos que a embalagem deve ter:

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i.Denominação de venda do alimento

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ii.Lista de ingredientes

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iii.Conteúdos líquidos

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iv.Identificação da origem

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v.Nome ou razão social e endereço do importador, no caso de alimentos importados

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vi.Identificação do lote

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vii.Prazo de validade

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viii.Instruções sobre o preparo e uso do alimento, quando necessário.

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Além disso, existem regras adicionais para o rótulo de embalagens de alimentos que possam causar alergias, como peixes, amendoins, ovos e outros 15 alimentos citados no anexo da resolução 26/2015. Se seu produto utiliza em sua composição alguns desses 18 ingredientes, você deve consultar esta resolução antes de definir as informações que deverão constar no rótulo de suas embalagens.

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Por fim, o INMETRO possui duas portarias: a 74/95 que determinam como ocorre a verificação e a tolerância do conteúdo líquido de produtos abaixo de 25 quilos ou litros e a portaria 157/02 que explica como o conteúdo líquido deve ser expresso em uma embalagem.

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É importante perceber que todas essas regulamentações são obrigatórias e as informações contidas na embalagem devem seguir as regras para evitar que a empresa possa ser acionada na justiça por consumidores que se sintam lesados.

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Adequação à conservação do produto

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Apesar de ser uma exigência básica para a proteção do consumidor, muitas empresas não pensam em quais os melhores tipos de embalagem para aumentar a conservação de seus produtos, principalmente para os perecíveis.

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Um exemplo de embalagens pensadas para a maior conservação do produto é a do Leite Moça, da Nestlé, que lançou em 2014 uma caixinha com material semelhante ao leite longa vida (um outro exemplo de produto que pensou sua embalagem para facilitar a conservação do alimento). Uma de suas atuais embalagens possui bordas arredondadas para facilitar o consumo, além da tampa poder ser completa ou parcialmente removida da caixinha, o que permite que a pessoa guarde novamente o produto, caso não seja completamente consumido.

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Adaptação para o transporte

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Além de pensar na conservação e nos itens obrigatórios, ao selecionar uma embalagem sua empresa deve considerar a facilidade que o vendedor terá para expor a mercadoria em suas prateleiras e em como será realizado o transporte de grandes quantidades.

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O mais convencional é ter uma embalagem maior que acondicione maiores quantidades das unidades do produto. No entanto, cuidados básicos — como verificação da quantidade de peso suportado por essas embalagens maiores e sensibilidade à umidade ou ao calo — são essenciais, caso contrário, a principal função, que é proteger as embalagens individuais, não será viabilizada e isso pode dificultar o transporte e armazenamento de seus produtos.

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Pensar no empilhamento, facilidade de acomodação e economia de espaços que as embalagens individuais devem ter também ajuda a agregar valor ao produto e a facilitar sua exposição nas prateleiras de lojas e mercados. Isso certamente contará no momento em que o vendedor disponibilizar seus produtos em seu comércio.

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Destaque para o seu produto

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A última parte, mas igualmente essencial, é pensar no layout ou design que sua embalagem receberá. Cores, formatos, letras e até o tipo de publicidade que será veiculada na embalagem são elementos fundamentais para destacar seus produtos dos concorrentes, conquistar a atenção dos compradores e vender mais!

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Existem um exemplo bem famoso de embalagem que atende aos demais requisitos que mencionamos aqui e ainda se diferencia dos concorrentes é o da garrafa da Coca-Cola. Apesar do visual da garrafa ter mudado ao longo do tempo, a partir de 1916, a marca passou a usar a “Garrafa Contour”, inspirada no fruto do Cacau, com bom encaixe nas mãos por causa de seu formato acinturado e especialmente pensada para diferenciar a Coca de todas as outras marcas de refrigerantes.

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Decidir pelos melhores tipos de embalagem para os seus produtos, pensando na maneira de diferenciá-lo, ao mesmo tempo em que atende as obrigações legais de rotulação, facilidade de manuseio, armazenamento e transporte é melhor forma de conquistar o mercado e ganhar uma vantagem competitiva em um item que muitas empresas veem apenas como algo acessório e completamente sem valor para o seu negócio.

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Agora que você já conhece tudo sobre embalagens e sua importância para o sucesso de sua empresa no mercado nacional, que tal descobrir como as embalagens são determinantes para o sucesso da exportação de seus produtos? Veja como aqui!

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Guia de exportação PME