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Você é um empreendedor. Seu objetivo é muito claro: levar sua empresa a um crescimento sustentável e, possivelmente, chegar a uma expansão em âmbito internacional. Para isso, você precisará fazer ajustes e melhorias constantes.

Neste texto, vamos falar um pouco mais sobre as mudanças organizacionais e apresentar algumas delas para auxiliar no crescimento do seu negócio.

Conceito de mudança organizacional

Podemos definir “mudança organizacional” como uma alteração, planejada ou não, nas relações que se estabelecem entre a empresa (ou seja, a organização) e o ambiente.

Essas mudanças têm sempre o objetivo de aumentar a eficiência e a eficácia da empresa, para garantir maior competitividade e, claro, crescimento do negócio.

Trata-se de uma maneira de se adequar às exigências do mercado, buscando sempre a satisfação dos clientes e a criação de estratégias competitivas que realmente tragam resultados. Elas se fazem necessárias porque o mercado e os padrões de consumo estão em constante transformação.  

Tipos de mudança organizacional

Existem quatro tipos diferentes de mudança organizacional: incremental, transformacional, evolucionária e revolucionária. 

A mudança incremental busca acrescentar algo, ou seja, implementar uma melhoria. Enquanto isso, a mudança transformacional não acrescenta nada, mas foca na alteração de algum processo.

A mudança evolucionária surge a partir de um propósito bem definido, para atender a uma necessidade específica da empresa ou uma demanda do mercado. Já a mudança revolucionária surge a partir de um propósito mais geral, que envolve uma grande “revolução” em aspectos de base da empresa.

Entre essas mudanças, a incremental é a mais comum, e frequentemente ocorre de maneira orgânica e sem muito planejamento formal.

Enquanto isso, a mudança transformacional costuma causar mais atritos, pois exige que os funcionários e líderes abandonem a maneira como estão acostumados a trabalhar. E nem sempre todos eles estão dispostos a incorporar tais mudanças.

Exemplos de mudança organizacional

Pode ser que você já tenha entendido a necessidade das mudanças organizacionais, mas ainda sinta falta de exemplos mais práticos de como elas acontecem.

Para ajudá-lo a entender melhor, listamos abaixo 8 tipos de mudanças organizacionais pelas quais sua empresa pode ter que passar, a fim de alcançar o nível de crescimento que você espera.

1. Gerenciamento de processos internos

Quando falamos em mudanças organizacionais, os primeiros alvos são sempre os processos internos. E sabemos que mesmo pequenas melhorias, seja com a criação de um novo processo, seja com a alteração de um existente, podem trazer importantes colaborações para os resultados finais da empresa.

Por exemplo, a implementação de um controle de vendas pode trazer insights que permitem atacar os gargalos e melhorar o desempenho comercial da empresa.

Porém, é importante tomar cuidado para não encarar processos internos como um fim em si mesmos. Se você cria ou muda esses processos sem um objetivo claro, sem visar melhorias, está simplesmente desperdiçando recursos — especialmente tempo.

2. Organização de pessoal

Alterar a organização de pessoal é uma das mudanças organizacionais que mais causam comoção em qualquer empresa. Os colaboradores ficam preocupados, rumores surgem e a tensão afeta a produtividade.

Em alguns casos, isso é compreensível, pois a reorganização das equipes de trabalho frequentemente implica em desligamentos. Portanto, é preciso ter muita sensibilidade para conduzir esse tipo de mudança.

Nesse processo, a comunicação interna tem um papel de alta importância para manter a equipe coesa e com o moral elevado. Ao mesmo tempo, se bem executada, a organização de pessoal consegue trazer melhorias de alto impacto na produtividade, ao aproveitar melhor os recursos humanos, levando em consideração o perfil e o potencial de cada colaborador.

3. Automação de atividades

Vivemos em uma sociedade na qual tudo parece ser informatizado. Tais recursos tecnológicos estão aí para facilitar também nosso trabalho.

A automação é uma mudança organizacional simples, que tem um forte impacto sobre a produtividade da empresa.

Ela está frequentemente associada a uma elevada eficiência, mais agilidade e menos erros. A automação pode ser implementada desde os processos da linha de produção até tarefas dos setores administrativos, por meio de máquinas, sistemas e softwares.

Aos poucos, as empresas caminham para níveis mais altos de automação. Essa mudança organizacional precisa ser acompanhada de uma preparação adequada da equipe, para que os colaboradores saibam utilizar a tecnologia implementada e tirar o máximo proveito desses recursos.

4. Definição de metas

Nós falamos sobre as mudanças evolucionárias, que surgem de maneira natural conforme a evolução da empresa e o contexto mais geral do mercado. Entre esses aspectos, estão as metas.

É possível fazer uma mudança organizacional alterando as metas do negócio, e isso deve ter acontecido com sua empresa nesse período de recessão econômica pelo qual passamos. Talvez sua expectativa de vendas tenha sido reavaliada, ou você tenha passado a valorizar mais a aquisição de novos clientes.

A definição de metas, certamente, está ligada de maneira íntima às condições e demandas do momento. Por isso, as metas devem ser flexíveis para aceitar mudanças organizacionais estratégicas.

Além disso, elas devem ser possíveis de serem alcançadas. Traçar metas que estão fora da realidade da empresa pode fazer com que os colaboradores se sintam desvalorizados e desmotivados.

Mais que simplesmente cobrar resultados, o melhor a fazer é oferecer treinamentos e conscientizar a todos sobre o caminho para chegar aos objetivos da instituição.

5. Reposicionamento de mercado

Essa mudança organizacional entra na categoria das “revolucionárias”, pois envolve um dos aspectos mais básicos da estrutura de uma empresa. Em alguns casos, esse reposicionamento pode até mesmo evitar a falência.

Reposicionamento de mercado envolve avaliar o cenário de consumidores e concorrentes e identificar se a empresa poderia ocupar um outro espaço mais propício para os negócios.

Por exemplo, se você tem uma fábrica de sapatos sociais femininos, provavelmente enfrenta uma concorrência acirrada; mas, se você reposicionar sua empresa para trabalhar com sapatos de segurança femininos, talvez encontre um nicho mais produtivo. Esse é apenas um exemplo.

O reposicionamento de mercado exige, antes de mais nada, um estudo adequado.

6. Integração de setores

Muitas vezes, a empresa não vem alcançando os resultados esperados devido a falhas na interação entre as pessoas. Trabalhar “cada um para si”, ou mesmo cada departamento como uma instituição independente, costuma trazer efeitos reversos.

É preciso fazer com que todos entendam que cada colaborador é parte fundamental para o desenvolvimento da empresa e que cada setor é parte de um todo muito maior.

O senso de equipe, com todos trabalhando em conjunto, deve passar a fazer parte da cultura organizacional da empresa. E isso deve ser incorporado, primeiramente, pelas lideranças — que, muitas vezes, ainda que sem perceber, acabam estimulando (ou não agindo para combater) a competitividade interna.

7. Capacitação constante em soft skills

Soft skills podem ser entendidas como as habilidades que cada um de nós temos. Elas envolvem pensamentos, reações, sentimentos e posições nas relações, tanto com a empresa como com os colegas de trabalho.

Por tais características, estão mais ligadas a traços de personalidade do que a conhecimentos técnicos. Mas isso não significa que não seja necessário desenvolvê-las e cultivá-las.

Dar vazão a essa capacidade individual dos colaboradores também é uma forma de aproveitar o melhor que cada um tem a oferecer para a empresa.

Além disso, são os bons relacionamentos que ajudam a criar um ambiente propício ao desenvolvimento de ideias e decisões acertadas. É por isso que devemos considerar sempre que a técnica é importante, sim, mas não é por isso que ela deve anular outros valores.

8. Estímulo à inovação

A criatividade e a inovação devem fazer parte do dia a dia da empresa. É a novidade que traz sucesso à instituição e pode colocá-la alguns passos à frente da concorrência. É por isso que líderes e gestores devem sempre estar abertos a ouvir novas ideias. É claro que elas nem sempre serão aproveitadas, mas podem levar a novos conceitos.

Uma visão demasiadamente conservadora pode fazer com que os colaboradores se sintam “engessados”, sem espaço para se expressar, e isso pode levar à perda de grandes ideias — ou mesmo de talentos — que muito teriam a contribuir para o desenvolvimento da empresa.

Como implementar a mudança organizacional

Já vimos o que é a mudança organizacional, quais são os tipos que existem e até mesmo oito exemplos práticos. Mas ainda resta o desafio de implementar a mudança organizacional. Podemos resumir esse trabalho em algumas diretivas:

  • em primeiro lugar, é preciso ter uma visão clara da mudança e do objetivo (melhoria) aos quais ela atenderá;
  • em segundo lugar, é necessário abordar a implementação da mudança de maneira simples e objetiva;
  • em seguida, todos na organização que sejam relevantes para essa implementação devem estar envolvidos;
  • também é preciso comunicar a mudança a todos os níveis da organização;
  • enfim, é importante observar e permitir que exista um período de adaptação, para que a mudança seja absorvida e incorporada às atividades da empresa.

Mudança organizacional, inovação e expansão internacional

A mudança organizacional é uma forma de inovação. E a inovação na gestão é essencial para que o negócio possa crescer.

Essa relação é ainda mais forte no caso dos negócios que buscam atuar em nível internacional. Afinal, a inovação permite que o seu negócio alcance os rígidos padrões internacionais e tenha competitividade para enfrentar os concorrentes dentro dessa outra realidade.

Como se pode ver, as mudanças organizacionais envolvem pequenas mudanças nos processos do dia a dia do negócio. Ao final, elas são capazes de transformar a imagem da empresa perante o mercado. 

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