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Que o código de barras é importante para as empresas, nós já sabemos. Porém, existem algumas variações, com nomenclaturas que podem acabar confundindo algumas pessoas. É caso do EAN e UPC.

Você já ouviu falar desses códigos? Neste artigo, vamos explicar o que são e como escolher a melhor opção para o seu negócio. Para isso, contamos com a ajuda do Luiz Martins Costa, assessor de educação e treinamentos da GS1 Brasil. Vamos lá?

O que são os códigos de barras EAN?

EAN é a sigla para European Article Number. Trata-se de um sistema internacional que foi desenvolvido com o objetivo de identificar os mais variados itens em qualquer ponto de uma cadeia de suprimentos, desde a indústria até chegar ao varejo.

Ele é formado por 13 dígitos, separados em quatro blocos. Os 12 iniciais são referentes às informações dos produtos e o último consiste em um dígito verificador.

De acordo com Luiz, “o Brasil adotou esse padrão há mais de 30 anos e o código mais comum é aquele que vemos nos supermercados”.

Por se tratar de um padrão internacional, todos os códigos que são atribuídos às empresas e seus produtos — incluindo os da GS1 Brasil — seguem esse modelo europeu, composto usualmente pelos 13 dígitos para itens comerciais.

E os códigos de barras UPC?

Já o código UPC — Código Universal de Produtos, em português — é o padrão adotado pelos Estados Unidos e Canadá. Aqui, em vez de contar com 13 dígitos, ele tem apenas 12.

Luiz afirma que “em níveis de aplicação prática — por meio da evolução das telecomunicações, dos sistemas etc. — os códigos se interconectam”.

Como escolher o ideal?

Por meio da plataforma do Cadastro Nacional de Produtos (CNP), aqui no Brasil, o sistema da GS1 Brasil gera o código EAN (hoje chamado de GTIN 13) de maneira automática.

“As solicitações de UPC são muito raras por aqui. Pode até acontecer, quando algum varejo muito específico dos Estados Unidos pede um código para liberação”, afirma Luiz.

Entretanto, de modo geral, todos os códigos são lidos no mundo todo atualmente, apesar de a diferença nos códigos usados pelo Canadá e os Estados Unidos (que usam os de 12 dígitos) ainda existir.

Como o objetivo é utilizar o código de barras para identificar produtos de forma padronizada no mundo todo, surge a necessidade de fazer uma atribuição que também obedeça aos moldes.

É aí que entra a GS1 Brasil. A organização é a única entidade mundial responsável por esse tipo de atribuição. Então, se uma empresa vende roupas, calçados, medicamentos — ou qualquer outro tipo de produto, independentemente do ramo — e quer implementar o código de barras, ela deve procurar a GS1 Brasil para obter a liberação.

Luiz alega que “todo código gerado por nós é único no mundo todo. Então, nenhum outro item em todo o planeta terá a mesma identificação do produto em questão”.

Dessa forma, toda empresa que se torna filiada recebe um login e uma senha para acessar a plataforma do CNP, cadastrar os produtos e receber os respectivos códigos para que eles sejam aplicados.

Afinal, qual código de barras utilizar?

Luiz declarou que o padrão brasileiro é de que a maioria dos códigos conta com 13 dígitos. Um percentual bem pequeno surge apenas quando há uma demanda muito específica.

No passado, era muito comum atribuir o GTIN 12 (UPC) para exportação de produtos para os Estados Unidos. Na época, os sistemas de supermercado ainda eram muito travados: a leitura nos EUA era feita com apenas 12 dígitos, enquanto aqui no Brasil era em 13 (EAN).

Entretanto, com a globalização e a interoperabilidade dos sistemas, as leituras de códigos de 12 e 13 dígitos já se tornaram praticamente normais. Logo, a diferenciação entre os códigos é muito rara.

Portanto, podemos dizer que você pode optar pelo padrão mais utilizado aqui no Brasil, ou seja, o EAN. Mesmo que se trabalhe com importações, não é necessário ter preocupação com a leitura em outros países, visto que o código é adotado internacionalmente.

Hoje, tanto os códigos EAN quanto UPC se chamam GTIN (Número Global de Item Comercial)

O que é o código EAN/UPC?

“Em 2005, a GS1 surgiu com a junção dos padrões EAN e UPC, adotando um novo padrão chamado de GTIN — Global Trade Item Number, ou Número Global do Item Comercial, em português”, disse Luiz.

Logo, existem o GTIN 13 e o GTIN 12, que também são conhecidos como EAN e UPC, respectivamente. As aplicações são distintas, como dissemos, porém, desde meados dos anos 2000, Canadá e Estados Unidos adotaram o código EAN para identificar seus produtos.

Assim sendo, o código EAN/UPC foi criado especificamente para que fosse feita a leitura no ponto de venda (PDV), já que ele promove agilidade na captura das informações.

Esse padrão ajuda bastante a identificar os itens comerciais, baseando-se na estrutura de números que forma o código (aqueles que ficam logo abaixo das barras).

Para auxiliar na identificação dos itens que são comercializados no varejo, em grande parte dos casos o GTIN acaba sendo representado pela estrutura GTIN 13. Vale destacar que essa numeração jamais deve ser separada na hora de fazer o cadastro e registrar a referência dos produtos, visto que a exclusividade dos códigos só é garantida por meio da combinação completa de todos os 13 dígitos.

Como você pôde ver, os códigos EAN e UPC têm a mesma finalidade: ajudar na identificação (e no rastreio) dos itens ao longo das etapas que ele passa no mercado. Porém, o mais utilizado aqui é o EAN (GTIN) com 13 dígitos.

Gostou deste artigo e quer entender melhor o processo de cadastro no CNP e como obter códigos de barras para o seu negócio? Então, entre em contato conosco para falar com um especialista!

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