Como funciona o código de barras para produtos importados?

Código de barras para produtos importados: registro GS1, GTIN e NF-e

O código de barras para produtos importados segue padrões globais de identificação, como EAN e UPC, que garantem reconhecimento e compatibilidade em transações comerciais em todo o mundo.

Mesmo quando a mercadoria é fabricada em outro país, o cadastro e a regularização do código no Brasil são de responsabilidade do importador, especialmente para comercialização no varejo, rastreabilidade e emissão de NF-e (Nota Fiscal eletrônica).

Índice:

Como deve ser estruturado o código de barras na importação: EAN vs UPC

No processo de importação, os 2 padrões mais utilizados são o EAN (European Article Number) e o UPC (Universal Product Code). O UPC é composto por 12 dígitos e é mais adotado em países como Estados Unidos e Canadá, enquanto o EAN é formado por 13 dígitos, sendo utilizado no Brasil e na maioria dos países.

Para empresas importadoras, é essencial garantir que o código de barras da mercadoria seja compatível com os leitores e sistemas usados no mercado brasileiro. Esse cuidado evita falhas na leitura, problemas em marketplaces e dificuldades na emissão de NF-e e no controle logístico.

Lista de prefixos por país: como identificar a origem pelo código?

Os prefixos GS1 ajudam a identificar o país da organização responsável pelo registro do código. Veja os prefixos mais comuns nas importações brasileiras:

PaísPrefixo GS1 mais comum
Brasil789 a 790
Estados Unidos e Canadá000 a 139
China690 a 699
Alemanha400 a 440

Um detalhe importante: o prefixo indica o país da empresa que licenciou o código, não necessariamente o local onde o produto foi fabricado. Isso significa que uma mercadoria produzida na China pode ter um prefixo europeu, caso o licenciamento tenha sido feito por uma empresa com sede na Europa.

A obrigatoriedade do GTIN e do código de barras segundo a Legislação Fiscal

Desde 2011, a NF-e possui os campos cEAN e cEANTrib, utilizados para informar o GTIN (Global Trade Item Number, Número Global de Item Comercial) das mercadorias comercializadas e tributadas. Esses dados são validados com base nos padrões da GS1 e do Cadastro Nacional de Produtos da GS1 Brasil.

Quando há inconsistência, ausência ou preenchimento incorreto do GTIN, a NF-e pode ser rejeitada pela SEFAZ (Secretaria da Fazenda), impedindo que o documento fiscal seja utilizado até a correção dos dados.

Embora nem todo produto seja obrigado por lei a ter código de barras, diferentes setores e transações comerciais exigem GTIN válido para emissão de NF-e, integração logística, marketplaces e controle de estoque. Respeitar os padrões da GS1 Brasil garante rastreabilidade, conformidade fiscal e compatibilidade entre empresas, varejistas e sistemas de gestão.

Código de barras para produtos da China: como regularizar?

Caso o fabricante chinês não possua um GTIN válido, o importador brasileiro deverá se associar à GS1 Brasil para gerar e registrar o código do produto no país. Com isso, o importador torna-se o responsável pela identificação comercial da marca em território nacional.

Esse processo garante conformidade fiscal, compatibilidade com marketplaces e aceitação nas plataformas de varejo, logística e emissão de NF-e adotadas no Brasil. Entenda melhor como funciona o código de barras e por que ele é essencial para o negócio.

O que fazer se o produto importado vier sem código de barras?

Se a mercadoria chegar ao Brasil sem código de barras, a empresa importadora precisa realizar a rotulagem complementar antes da venda ou distribuição. Nesse caso, é necessário gerar e aplicar um GTIN válido, respeitando os padrões da GS1 Brasil para garantir rastreabilidade, conformidade fiscal e integração com o varejo e a NF-e.

Passo a passo: como gerar e registrar o código de barras na GS1 Brasil

Para gerar um código de barras válido para produtos importados, siga estas etapas:

  1. Associe sua empresa à GS1 Brasil: faça o cadastro no site da GS1 Brasil para ter acesso aos padrões oficiais de identificação reconhecidos globalmente;
  2. Cadastre os produtos no Cadastro Nacional de Produtos: liste os dados dos produtos na plataforma da GS1 Brasil, utilizada para validação e integração de informações no mercado;
  3. Gere o GTIN dos produtos: após o cadastro, a empresa pode gerar os códigos exclusivos para cada mercadoria comercializada;
  4. Imprima e aplique o código na embalagem: crie o código no padrão correto e aplique-o na embalagem antes da distribuição, seguindo as orientações de código de barras na embalagem.

Ao seguir esse processo, sua empresa garante conformidade fiscal, rastreabilidade e compatibilidade com marketplaces e plataformas logísticas.

Como verificar a legitimidade de um código com o Verified by GS1

O Verified by GS1 é uma ferramenta gratuita que permite verificar se um GTIN fornecido por um fornecedor estrangeiro ou fabricante é válido e está ativo no banco de dados global da GS1.

Para consultar, acesse o Verified by GS1 Brasil e busque o número do código para verificar dados como marca, descrição e status do produto. Essa validação ajuda a evitar divergências cadastrais, falhas na NF-e e os riscos de utilizar um código de barras inválido ou não registrado oficialmente.

Diferenças entre EAN-13 e UPC-A na prática da importação

A principal diferença entre EAN-13 e UPC-A está no número de dígitos e na estrutura visual do código. O UPC-A, usado nos Estados Unidos e Canadá, é composto por 12 dígitos; o EAN-13, adotado no Brasil e em vários outros países, é formado por 13 dígitos.

Para evitar falhas operacionais, configure os sistemas de automação, ERPs e leitores de código de barras para identificar ambos os padrões, garantindo compatibilidade na leitura de produtos importados em estoques, PDVs, marketplaces e processos logísticos. Conheça os diferentes tipos de código de barras e saiba qual se aplica à sua operação.

Impacto do código de barras na logística de importação e validação de NF-e

O código de barras em produtos importados simplifica a conferência e identificação de itens durante o desembaraço aduaneiro, reduzindo erros no recebimento e no controle de estoque de mercadorias.

Além disso, o GTIN favorece a integração automática das informações ao ERP por meio do XML da NF-e, agilizando a rastreabilidade, os cadastros, os processos logísticos e as validações fiscais ao longo da cadeia de suprimentos. Saiba mais sobre código de barras para exportação e como o padrão GS1 facilita operações internacionais.

Principais erros ao cadastrar produtos importados na GS1

Alguns erros comuns no cadastro de produtos importados podem comprometer a rastreabilidade, a conformidade fiscal e a compatibilidade com marketplaces. Os mais frequentes são:

  • Utilizar o mesmo código para produtos diferentes, gerando conflitos de identificação;
  • Informar um prefixo incompatível com o cadastro da empresa junto à GS1 Brasil;
  • Não manter os dados atualizados no Cadastro Nacional de Produtos;
  • Divergência entre o GTIN cadastrado e as informações enviadas na NF-e.

O ideal é revisar constantemente as informações do produto e respeitar os padrões oficiais da GS1 Brasil para evitar rejeições fiscais e problemas operacionais. Entenda também a estrutura do código EAN para evitar erros no cadastro.

Garanta a conformidade fiscal da sua importação com a assessoria correta

O código de barras em produtos importados é parte fundamental do processo de regularização de mercadorias no Brasil. Para evitar problemas com a Receita Federal, SEFAZ, NF-e, rastreabilidade logística e marketplaces, o GTIN precisa estar cadastrado corretamente e alinhado aos padrões da GS1 Brasil.

Com as soluções e orientações da GS1 Brasil, sua empresa opera com conformidade fiscal, mais segurança e integração entre varejo, logística e sistemas de gestão. Conheça os serviços de identificação e registro de produtos da GS1 Brasil e reduza os riscos nas suas operações de importação.

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