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Por muito tempo, o mundo dos negócios foi dominado pelos homens. Enquanto a sociedade esperava que as mulheres ficassem em casa cuidando dos filhos e do marido, eles tinham passe livre — privilégios e suporte feminino — para empreender. Mulheres empreendedoras simplesmente não existiam em nossa sociedade.

Mas, felizmente, o jogo virou. Cada vez mais figuras femininas têm ganhado destaque quando o assunto é business. São mulheres empreendedoras, de histórias inspiradoras, que batalharam e ainda batalham para transformar seus sonhos em negócios rentáveis e bem-sucedidos.

Em comum, elas têm determinação de sobra e investiram pesado na profissionalização dos seus produtos e serviços para conquistar o mercado. Trilhando caminhos marcados pelo trabalho árduo e pela busca por conhecimento, elas são exemplos para outras mulheres e suas trajetórias estão cheias de ensinamentos valiosos.

Para você se inspirar, trouxemos uma seleção de 12 mulheres empreendedoras. É fácil notar que elas são tão comuns quanto incríveis, assim como você!

Como é o universo do empreendedorismo feminino?

Antes de contar um pouco da trajetória dessas mulheres fantásticas, achamos importante fortalecer o conceito do empreendedorismo feminino para conectar ainda mais as histórias de todas as mulheres que, de um jeito ou de outro, contribuem para que o universo corporativo seja receptivo ao engajamento da classe.

O empoderamento feminino já não se alicerça no feminismo, mas sim na capacidade empreendedora e na força de trabalho diferenciada que permite um acúmulo de tarefas distintas com execução primorosa de cada uma delas, simultaneamente.

As empreendedoras do século 21 são mães, esposas e estudantes, mas podem também optar por uma dedicação exclusiva ao empreendimento sem se deter no velho formato da subserviência. A voz da empreendedora feminina é ouvida nos dias atuais como a de qualquer outra figura que ocupe um lugar de destaque.

Há uma força motriz que inspira e incentiva tantas outras mulheres a trilhar o mesmo caminho, abrindo espaço para uma nova era em que a mulher se coloca no centro do desafio e com força e coragem sai rompendo as barreiras impostas por uma sociedade ainda machista.

O mais interessante é que mulheres empreendedoras, quando acreditam no negócio, não se detêm diante dessas barreiras. Pelo contrário, elas as utilizam como incentivo para investir ainda mais em capacitação e no desenvolvimento de habilidades e competências.

A mulher, ao se emancipar e demonstrar capacidade de empreender, mostrou ao mundo que tem força, intelecto, talento e disposição suficientes para gerir um negócio bem-sucedido. É o começo de um novo conceito de empreendedorismo mundo afora.

O que fazer para começar a empreender?

Independentemente do gênero, empreender sempre exigirá muita dedicação, disciplina e entendimento aprofundado do negócio. Embora as mulheres esbarrem mais facilmente no preconceito imposto pela sociedade, dar início a um empreendimento requer orientação e auxílio de diversos parceiros complementares.

Há uma sororidade genuína no universo do empreendedorismo feminino, pois as mulheres nesse patamar corporativo se entendem, se apoiam e aplaudem as vitórias umas das outras. Conte com a ajuda de outras mulheres para dicas e orientações.

Você pode, inclusive, criar uma checklist para visualizar o passo a passo e, assim, não correr o risco de esquecer uma ação importante. Existem excelentes ideias com bom potencial de sucesso que não chegam a sair do papel por falta de incentivo, mas, com preparo, um sonho viável pode se mostrar ao mundo. Veja algumas dicas importantes:

  • idealize o negócio em um plano: defina qual será o negócio, o que é preciso para começar, qual é o capital inicial, a previsão média de faturamento e o lucro almejado, qual é o melhor local, o que será ofertado e a previsão de recuperação do investimento;

  • seja proativa: busque informações e capacitações na área em que deseja abrir o negócio e participe de eventos como feiras, workshops e seminários;

  • analise o mercado: conheça o segmento e os concorrentes, identifique o público-alvo, prospecte fornecedores e descubra onde estão as demandas e ofertas;

  • crie relacionamentos: use as redes sociais a seu favor e conecte-se com grupos e páginas relacionadas ao universo do seu negócio.

Ao final, esteja preparada para as adversidades, pois os acontecimentos podem não seguir o curso exato do que você planejou. Normalmente, o empreendedorismo nasce de alguma carência do mercado.

O começo não é fácil e exige muito estudo. É preciso analisar cada etapa e montar um plano com algumas possibilidades variadas para contornar as oscilações econômicas e as manobras da concorrência que podem afetar o negócio.

Quais são as mulheres empreendedoras de maior destaque?

Agora você vai ter uma verdadeira aula sobre empreendedorismo por meio de histórias motivadoras que servem de exemplo de um cenário cada vez mais recorrente, pois recuar jamais faz parte dos planos de mulheres empreendedoras!

1. Ana Lúcia Fontes

Trabalhando há 17 anos como executiva de uma grande empresa, ela tomou uma decisão corajosa que já passou pela cabeça de várias mulheres: pediu demissão do emprego estável para procurar outro caminho que a fizesse feliz.

Ana se permitiu uma temporada para se dedicar à família e até tentou trabalhar novamente em outra empresa. Porém, acabou chegando à conclusão de que era hora de criar seu primeiro negócio.

Foi durante um curso de capacitação para mulheres empreendedoras, o 10.000 Mulheres, que Ana se deu conta de que não era a única com dificuldades de empreender. Da sua inquietação, veio a ideia: em 2010, ela criou a Rede Mulher Empreendedora, um espaço virtual dedicado ao empreendedorismo feminino.

Reunindo notícias, informações, dicas e discussões sobre o tema, a rede atua unindo e apoiando mulheres empreendedoras de todo o Brasil, já ultrapassando a marca de 36 mil cadastros no site.

2. Zica Assis

Heloísa Assis, conhecida como Zica, é mais um exemplo de como a própria experiência cotidiana pode ser um gatilho para empreender. A carioca, que nunca foge da lida e já trabalhou como babá e faxineira, estava insatisfeita com os produtos disponíveis no mercado para seus fios cacheados e fez da dificuldade o seu negócio.

Zica investiu em um curso de cabeleireira no intuito de criar sua própria fórmula de sucesso para manter os fios de maneira natural. E ela conseguiu: em pouco tempo, atraiu a atenção das pessoas mais próximas para sua criação.

Em 1993, com mais três sócios, ela abriu seu primeiro salão, o Instituto Beleza Natural, especializado no cuidado de cabelos crespos e ondulados por meio de produtos de fabricação própria.

A notícia se espalhou, os clientes chegaram em peso, foram fidelizados e Zica conseguiu contribuir para a autoestima de várias mulheres que não se sentiam contempladas pela indústria cosmética.

Atualmente, o negócio se expandiu e conta com mais de 40 endereços espalhados por vários estados do país. Tanto sucesso fez Zica ser incluída na lista das dez empresárias mais poderosas do Brasil, segundo a revista norte-americana Forbes.

3. Isabella Delorenzo

Formada em Economia, Isabella Delorenzo trabalhou por mais de 15 anos na área financeira antes de decidir montar seu próprio negócio. Em um de seus empregos, conheceu seu futuro marido e sócio, com quem trocava receitas de bolos e doces de forma despretensiosa.

Mas os agrados viraram uma oportunidade. O casal uniu suas economias para empreender e Isabella pediu demissão do seu trabalho para se dedicar integralmente ao negócio. Com o montante, investiu em especializações e cursos de formação nos Estados Unidos para desvendar a arte do brownie e aprender sobre marketing voltado para a gastronomia.

Quando voltou para o Brasil, ela fundou, em 2009, a The Brownie Shop, um e-commerce pioneiro especializado na venda de brownies artesanais. A escolha pela loja virtual significou economia no investimento inicial, já que Isabella não precisou arcar com as despesas da montagem de uma loja física.

Aos poucos, com boas estratégias de logística e gerenciamento, a empreendedora conseguiu vencer a desconfiança do público e as vendas permitiram que ela montasse um ateliê para comercialização dos quitutes. Hoje, a The Brownie Shop conta com quatro endereços físicos e Isabella é exemplo do quanto um negócio virtual pode se expandir.

4. Mary Kay Ash

Nem só de inspirações nacionais é feita nossa lista. Afinal, há mulheres empreendedoras estrangeiras com trajetórias marcantes e sucesso inquestionável. Um dos exemplos mais expressivos vem dos Estados Unidos, mais precisamente do Texas: Mary Kay Ash.

Nascida em 1918 em uma família não rica, ela se casou aos 17 anos e teve três filhos em seguida. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando seu marido foi lutar no confronto, ela se desdobrou em várias funções para sustentar sua família, trabalhando como vendedora de livros de porta em porta.

Quando o companheiro retornou, o casal se divorciou e Mary começou a trabalhar na empresa Stanley Home Products, dedicando a ela 25 anos de sua vida. Ao ver um homem mais jovem e menos qualificado — que ela mesma havia treinado — ser promovido em seu lugar, resolveu deixar a companhia.

Depois de escrever um livro para ajudar mulheres a ter sucesso no mercado de trabalho, Mary percebeu que havia montado um plano de negócios completo. Então, em 1963, resolveu arriscar todas as suas economias (US$ 5 mil) para iniciar um negócio no ramo de cosméticos.

Sim, é ela quem fundou a famosa e bem-sucedida Mary Kay, que hoje vende produtos em mais de 35 países e possui força de vendas que supera 2 milhões de pessoas. Mary morreu em 2001, mas seu legado segue prosperando.

5. Barbe-Nicole Ponsardin

A francesa Barbe-Nicole Ponsardin, nascida em 1777, ficou conhecida como a “viúva Clicquot” ou a “grande dama do champanhe”.

Casada com François Clicquot, ela sempre mostrou interesse pelos negócios da família e encontrou no marido um professor de conhecimentos sobre uvas, fermentação e transporte de mercadorias.

Quando François morreu, em 1805, ela tomou as rédeas dos negócios. Até então, a companhia se dividia entre serviços bancários, comércio de lã e fabricação de bebidas, mas foi sob sua tutela que a empresa passou a se dedicar apenas à produção de champanhe.

Barbe-Nicole é, assim, o nome que consolidou o Veuve Clicquot, bebida distinta e reconhecida mundialmente.

6. Duília de Mello

Quem disse que mulheres não podem se aventurar pelo mundo da ciência? Duília de Mello é um bom exemplo de que elas podem sim fazê-lo — e com excelência! Ao longo de sua memorável carreira, já participou de importantes descobertas e lançou um livro, Vivendo com as Estrelas, no qual narra a sua trajetória.

Seu caminho com os estudos foi longo: formou-se em astronomia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e fez um mestrado no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São Paulo.

Fez também doutorado na USP (Universidade de São Paulo), pós-doutorado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, e estudou no Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

Toda essa dedicação lhe rendeu bons frutos: hoje em dia, Duília é pesquisadora associada da NASA e professora em uma importante universidade dos Estados Unidos, a CUA (Universidade Católica da América).

7. Luiza Helena Trajano

Estamos falando de ninguém menos que a criadora da famosa rede de lojas Magazine Luiza.

De família comerciante, tudo indica que ela herdou o empreendedorismo da tia e a inteligência emocional da mãe. Com apenas 12 anos, trabalhava no comércio para juntar dinheiro e comprar presentes de Natal para os amigos e familiares. Foi assim que aprendeu seus primeiros passos no mundo dos negócios.

Anos mais tarde, já adulta, não teve medo de ousar: você teria a coragem de mudar o nome e as estratégias de um negócio já consolidado pelas gerações anteriores da sua família?

Foi o que ela fez, e assim surgiu uma das maiores redes de comércio varejista do país: a Magazine Luiza, que hoje ocupa um lugar de destaque dentro de seu segmento de atuação.

8. Camila Farani

Se mulheres empreendedoras de sucesso já são, por si só, figuras admiráveis, o que dizer então daquelas que também ajudam outras mulheres a adentrar o mundo do empreendedorismo? É o caso da Camila Farani. Atualmente, ela é presidente da Gávea Angels, um dos mais importantes grupos de investidores-anjo do Brasil.

Camila também participou da fundação da Lab22, uma famosa butique de startups, e do MIA (Mulheres Investidoras-Anjo), a partir do qual já prestou mentoria para mais de 500 mulheres que sonhavam empreender. Além disso, ela é advogada, pós-graduada em Marketing e professora na FGV, um verdadeiro exemplo de força e superação.

9. Cristina Junqueira

Há algumas décadas, quem poderia imaginar um serviço financeiro sem a interferência de instituições bancárias e que pudesse ser usado livremente pelo celular? Cristina Junqueira contribuiu para que essa possibilidade se tornasse uma realidade: ela é cofundadora do Nubank.

Cristina formou-se em Engenharia de Produção pela USP (Universidade de São Paulo) e consolidou rapidamente uma carreira executiva de sucesso. Porém, sonhava um pouco além disso, desejava inovar, criar algo realmente relevante.

Foi então que, em 2013, decidiu pedir demissão mesmo sem ter algo em vista. E a sua coragem de arriscardeu certo: pouco tempo depois, ajudou a fundar o Nubank.

Além do gosto por desafios, outro traço marcante de sua personalidade é a valorização da diversidade. Ela acredita que pessoas diferentes podem realizar um intercâmbio de ideias que levam ao verdadeiro progresso.

Não é à toa que sua empresa conta com funcionários de diversas partes do mundo, inclusive com uma forte presença feminina e de pessoas pertencentes à comunidade LGBT.

10. Alcione Albanesi

O nascimento prematuro já demonstrava que essa mulher seria precoce em muitas situações da vida. Aos 14 anos já era modelo e, em contato com o universo do corte e da costura, descobriu que queria ser dona de uma confecção. Assim, aos 17 anos já tinha um empreendimento e 80 funcionários.

Alguns anos depois, com a confecção vendida e uma loja em funcionamento a pleno vapor, a veia empreendedora e inquieta de Alcione Albanesi vislumbrou a oportunidade de um outro negócio — em uma viagem aos EUA, descobriu uma lâmpada de fabricação chinesa a baixo custo.

A luzinha do empreendedorismo se acendeu e, junto com ela, o engajamento da empresária, que passou a importar lâmpadas fluorescentes daquele país, dando início à bem-sucedida FLC, uma das maiores distribuidoras de soluções em lâmpadas e luminárias para casas, escritórios e indústrias do Brasil.

11. Patrícia Bonaldi

Para quem gosta de moda, esse é um nome conhecido e respeitado, pois Patrícia Bonaldi é considerada um talento nato quando o assunto é bom gosto e estilo. Ela não é apenas designer de moda, mas também uma visionária do mercado. Quando começou abrindo uma loja de artigos para festas, percebeu que podia mais.

As clientes que Patrícia atendia demonstravam o desejo de ter peças diferentes e personalizadas, e isso deu início a criações customizadas que passaram a levar seu nome. Em 2012, foi criada a segunda marca — PatBo —, que hoje é referência de moda e comercializa não só no Brasil, mas também na Europa, no Oriente Médio e nos Estados Unidos.

Essa é mais uma prova de que talento, visão de futuro e muita dedicação podem ser sinônimos de sucesso e realização. Acreditar que vai dar certo é a primeira grande lição que toda empreendedora deve tomar para si. Os desafios devem servir de degraus, e as dificuldades, de aprendizado.

12. Sônia Hess de Souza

Na década de 50, dona Adelina Clara Hess de Souza criou a Dudalina — famosa marca de camisas em toda a América Latina — quando, ao perceber uma grande sobra de tecido, resolveu produzir camisas e vendê-las a bordo de um caminhão pelo estado de Santa Catarina.

Após muitos anos à frente da empresa e algumas disputas de poder entre seus 16 filhos, Adelina transmitiu o comando da marca à filha Sônia Hess de Souza. Cerca de dois anos após ter assumido a presidência, o faturamento da Dudalina aumentou em 50%.

De lá para cá, o negócio cresceu muito e hoje produz também camisetas, calças e camisas polo — mas um dos principais feitos de Sônia foi a criação da linha de peças femininas, visando o número cada vez maior de mulheres no mercado de trabalho.

Após essa grande trajetória de sucesso, Sônia decidiu deixar o mundo corporativo e hoje se dedica integralmente ao apoio a iniciativas que aumentem as oportunidades para as mulheres e desenvolvam o empreendedorismo feminino.  

Como se pode ver, existem muitas mulheres com potencial de empreender; é necessário apenas um estímulo para colocar suas ideias em prática. Empoderá-las traz benefícios à sociedade de forma geral, já que elas podem contribuir muito para o mundo com suas inovações.

As histórias que trouxemos aqui são de empresárias bem-sucedidas, mas poderiam ser a sua e a de milhares de brasileiras que sonham em construir seu próprio negócio e imprimir sua marca pessoal, que seja capaz de elevar ainda mais a competência feminina para comandar um negócio com profissionalismo e um bom toque de sensibilidade.

E então, gostou da nossa lista de mulheres empreendedoras de sucesso? Percebeu o aumento do empoderamento feminino no universo corporativo? Então, compartilhe este texto nas suas redes sociais e contribua para que amigas tão fantásticas quanto você também dominem o assunto!

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