Se você tem um e-commerce e deseja expandir sua atuação para países da Europa, então, precisa estar atento às exigências específicas desses locais. A mais importante delas é a GDPR — ou Regulamentação Geral de Proteção de Dados.

Essa determinação está em vigor desde maio de 2018 e afeta a forma como as informações de usuários e clientes são coletadas, mantidas e disseminadas. O cumprimento da GDPR é fundamental para evitar penalidades, além de mostrar a responsabilidade da sua empresa com os dados obtidos.

Quer entender melhor como funciona essa lei e como ela impacta o seu negócio? Confira os detalhes neste artigo!

O que é a GDPR?

A Regulamentação Geral de Proteção de Dados é uma lei criada pela União Europeia para resguardar os dados dos cidadãos europeus de forma mais adequada. O foco das determinações é garantir segurança e privacidade para os usuários. Por meio dela, as pessoas têm o acesso facilitado às suas informações, além de saber com mais clareza quem são as empresas que as detém.

Como essa lei influencia o e-commerce brasileiro?

Por ser uma determinação da União Europeia, você deve estar pensando: como isso impacta no meu e-commerce aqui, no Brasil? O ponto principal dessa questão é que a lei se aplica aos cidadãos e residentes do bloco, afinal a proteção diz respeito às informações dessas pessoas.

Logo, não importa onde seja a sede da empresa, se dentro ou fora dos limites do bloco, o que conta é a localização do usuário cujos dados estão sendo coletados. Se a sua intenção é expandir para o mercado internacional, essas exigências também se aplicarão ao seu site.

Quais são suas principais exigências?

A GDPR tem uma série de exigências, as quais destacaremos as mais relevantes para a adequação de e-commerces. Veja!

Permitir o acesso, edição e exclusão de dados

As empresas que coletam e mantêm dados de usuários europeus devem garantir o acesso, edição e exclusão dos itens por parte de seus donos. Em outras palavras, todo cidadão da União Europeia tem o direito de acessar suas informações para fazer atualizações e remoções, caso queira. Isso faz com que o poder de escolha esteja nas mãos de quem realmente importa: o usuário.

Essa exigência se aplica a qualquer tipo de dado, desde o cadastro de cliente com nome, endereço e informações de contato, até mesmo aos cookies e dados coletados de forma indireta ou automática.

Não coletar dados considerados sensíveis

Outro ponto importante diz respeito aos dados sensíveis. De acordo com essa lei, eles são descritos como aqueles que envolvem assuntos mais delicados, como religião, sexualidade, preferências políticas entre outros. A coleta deles fere o direito à privacidade e pode causar constrangimento aos cidadãos.

Consentimento dos responsáveis por informações de crianças

A GDPR também prevê que as informações de pessoas com menos de 16 anos de idade só podem ser coletadas mediante a anuência de um responsável legal. Isso significa que, se você tiver um e-commerce voltado para o público infantil, não poderá pedir nome, foto, endereço ou qualquer outra informação sem que seus pais ou responsáveis estejam de acordo.

O cumprimento dessa exigência é muito importante para evitar problemas com pedofilia e exploração infantil. Os dados de menores que circulam desordenadamente pela internet gera um aumento nos números de crimes dessa natureza e põem em risco a integridade e a segurança desse indivíduos.

Notificação de violação dos dados

Talvez essa seja a questão mais crítica dessa lei para as empresas que precisam segui-la. Em caso de um ataque de hackers que provoque o roubo ou o vazamento de dados dos usuários, a organização tem a obrigação de notificar as pessoas impactadas em até 72 horas após a identificação do problema.

O objetivo desse requisito é garantir mais transparência aos cidadãos e preveni-los de possíveis desdobramentos dessa quebra de sigilo. Sabendo disso, eles podem tomar providências que evitem que os dados vazados sejam utilizados para gerar prejuízo e outros transtornos.

Como adequar o seu e-commerce à GDPR?

Depois de conhecer esses pontos, veja como fazer para deixar o seu e-commerce adequado às exigências da GDPR.

Revise todo o seu site e sua política de privacidade

O primeiro passo é elaborar uma nova política de privacidade e termos de uso. Esses são os documentos que o seu usuário terá como base para saber quais são os dados que a sua empresa coleta e o que é feito com eles internamente.

Em seguida, revise todo o site para garantir que ele não está solicitando dados indevidos. Lembre-se de informar aos usuários sobre o uso de cookies e pedir a sua concordância com essa prática. Outro detalhe importante é não ocultar ou dificultar a leitura de informações no site, bem como não deixar nenhum item pré-selecionado para induzir uma escolha de quem está acessando.

Invista na segurança do seu banco de dados

A segurança do banco de dados é um assunto muito importante, afinal, o vazamento pode causar prejuízos enormes para o negócio. Se os seus dados são mantidos em servidores físicos, garanta uma equipe qualificada de segurança da informação e mantenha todos os softwares e sistemas de proteção atualizados.

Caso você utilize algum tipo de armazenamento em nuvem, que é mais comum e moderno, exija todos esses requisitos de segurança de seu fornecedor. Escolha uma empresa confiável, com boa reputação no mercado e que tenha experiência no assunto.

Garanta mais transparência aos usuários

Por fim, garanta que seus clientes e usuários estejam cientes de todas as ações que são feitas com seus dados. Informe-os a cada passo e mantenha uma relação de transparência e cumplicidade. Além de ser uma exigência dessa lei, é uma forma de se aproximar de seu público e gerar um bom relacionamento.

Como você pôde notar, a GDPR não é apenas uma exigência legal do mercado europeu, mas também uma forma mais honesta e clara de lidar com as informações dos usuários do seu site. Se a sua intenção é crescer e encarar o mercado internacional, o seu cumprimento é um passo essencial para que obtenha sucesso. Então, comece a se preparar desde já e adote essas boas práticas.

Saiba mais sobre o assunto: https://conteudo.blog.gs1br.org/protecao_dados

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