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Alcançar o mercado internacional pode ser uma excelente alternativa para expandir os negócios. Em qualquer época, ampliar o território de vendas significa incrementar o faturamento e aumentar exponencialmente a possibilidade de realizar novos negócios. Em época de crise, essa vantagem se acentua: com a moeda nacional desvalorizada, a negociação se torna extremamente vantajosa para compradores de outros países e isso pode render muitos lucros para sua empresa.

Mas como desbravar este mercado? Como saber se as oportunidades que se apresentam são realmente interessantes e lucrativas para seu negócio? Se você está preocupado com essas questões, está no caminho certo.

Explorar novos mercados pode ser muito lucrativo, sim. Porém, alguns cuidados precisam fazer parte desse processo. Neste post, você vai descobrir uma série de atitudes que aumentam a segurança de seu empreendimento ao embarcar em um investimento para a expansão internacional.

Quer saber quais são elas? Então continue a leitura e descubra os 7 passos para avaliar oportunidades internacionais!

1. Certifique-se da competitividade do seu produto

O que vai fazer com que o consumidor deixe de consumir um produto produzido localmente ou por fornecedores já estabelecidos em outro país para adquirir o que você está exportando?

É importante responder à pergunta para analisar as chances de competitividade no mercado internacional. Sabemos que, em algumas áreas, o Brasil tem uma longa tradição de exportação. Nossos calçados e vestuário de praia são referências de qualidade no mercado internacional.

O que importa é: o seu produto tem qualidade suficiente para competir com os que já estão naquele mercado? Se a sua resposta é um sim, sem sombra de dúvidas, você pode começar a considerar essa possibilidade de uma forma mais concreta.

Em uma área específica, praticamente não há concorrência: trata-se do segmento que comercializa produtos típicos e regionais. Os doces, a cachaça e outros itens que fazem parte do patrimônio cultural brasileiro não têm concorrência lá fora. Porém, para exportá-los, é preciso certificar-se de que existe uma demanda específica para essas mercadorias.

2. Pesquise a oferta e o preço do produto no destino desejado

Mesmo que o seu produto tenha diferenciais de qualidade que o tornam competitivo no país para o qual pretende exportá-lo, é importante lembrar que, ao contrário dos fabricantes estabelecidos no local de destino, você terá que arcar com diversos custos referentes à exportação.

Por isso, é importante considerar todas as despesas envolvidas nesse processo, seja com o transporte, taxas alfandegárias e outros itens que tenham influência sobre sua operação. Elas terão um impacto sobre o preço final da mercadoria.

Com essas informações em mãos, compare o preço pelo qual você pode oferecer a mercadoria ao que é praticado no mercado local. É importante que haja competitividade também no que se refere aos preços.

Se todos esses custos tornarem seu produto muito mais caro do que os oferecidos pelos fornecedores locais ou já estabelecidos, isso provavelmente inibirá o consumo, fazendo com que seu investimento não tenha o retorno esperado.

O mesmo vale para a demanda. Se as mercadorias que você pretende exportar já são oferecidas em abundância naquele local, pode não ser um bom negócio ter tantos custos para entrar em um mercado já saturado. São esses fatores que determinam a viabilidade de uma exportação.

3. Prepare-se para atender à demanda

A partir do momento em que sua empresa se compromete a atender outro mercado, é necessário que sua estrutura seja compatível com a produção e o envio das mercadorias solicitadas.

O descumprimento de prazos pode acarretar em sanções, no cancelamento de contratos e, na pior das hipóteses, na conquista de uma reputação desfavorável internacionalmente.

4. Avalie a necessidade de adequação às normas técnicas do mercado internacional

Também é importante verificar em que aspectos você precisa se adequar às normas do mercado que pretende explorar. Cada governo estabelece uma série de regras e exigências técnicas e sanitárias tanto em relação ao produto quanto à embalagem, e por isso pode ser necessário fazer uma série de adaptações.

Não poderíamos deixar de destacar a necessidade de utilização do código de barras. Já explicamos em outros posts como ele é um critério essencial para abrir novos mercados, até por inibir a comercialização de produtos falsos. Ele permite uma padronização e identificação rápidas que favorecem a entrada em outros países.

5. Estude as leis impostas para exportação e importação

Para atender a essa exigência, o comerciante precisa se informar tanto sobre as normas estabelecidas pelo governo brasileiro quanto pelo órgão regulador de importações no país de destino.

No Brasil, esta regulamentação é atribuição do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ela determina o que pode ser exportado, como exportar, como os produtos devem ser embalados, as substituições possíveis de mercadorias e outras determinações.

Também é necessário registrar-se em órgãos como a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Os procedimentos podem ser orientados por um despachante aduaneiro.

No entanto, assim como o Brasil tem suas normas, é importante conhecer as regulamentações do país de destino da mercadoria. A não conformidade pode criar problemas alfandegários e até impedir a entrada no local.

6. Identifique barreiras

Os países possuem políticas de exportação e importação diferentes. Muitas vezes, com o objetivo de proteger o mercado nacional ou privilegiar acordos comerciais sólidos, os governos impõem barreiras.

Elas são obstáculos ao livre comércio, ou seja, imposições aplicadas aos produtos a serem exportados/importados por meio de especificações rígidas, barreiras sanitárias, alíquotas diferenciadas, entre outras.

Por exemplo, existem países que, devido a uma epidemia em determinado local, proíbem a importação de carnes ou produtos alimentícios originados naquele país. Nesse caso, não há o que fazer.

Portanto, informe-se sobre essas barreiras para definir:

  • se a importação é viável ou as taxas impedem a competitividade do produto;

  • se são viáveis, que obstáculos podem ser enfrentados e como sua empresa pode adequar antecipadamente o produto para evitar impedimentos já previstos.

O conhecimento das barreiras é uma ferramenta importante para decidir pela viabilidade da exportação ou para preparar o empresário para enfrentá-las.

7. Busque apoio de consultorias especializadas

A internacionalização de uma empresa exige profissionalismo. Mesmo que sua empresa seja expert em fornecer o melhor produto em seu segmento, essa experiência se restringe à mercadoria e ao mercado local.

Porém, é necessário considerar que, quando se fala dos trâmites e análises referentes ao mercado internacional, sua organização não possui experiência para avaliar essas questões com a profundidade necessária.

O resultado pode ser a tomada de decisões precipitadas, falha nos planos de exportação, sanções legais ou tributárias e fracasso do projeto. Para evitar esses problemas, conte com a orientação de uma consultoria especializada no ramo de exportação.

Essa consultoria pode auxiliar na escolha do mercado mais promissor, orientar quanto às questões legais, burocráticas e logísticas e garantir uma relação de custo-benefício atraente. Afinal, quanto mais curto for o caminho de sua empresa até o cliente, menores são as despesas e maiores as chances de sucesso.

Entendeu como, com cautela e preparo, você pode levar seus produtos para o mercado internacional e expandir seu negócio? Gostou do nosso post? Então compartilhe com seus contatos nas redes sociais!

 

 

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