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Segundo dados do Sebrae, 85% dos pequenos empreendimentos brasileiros são constituídos por empresas familiares, que costumam ter, em média, um faturamento 3% superior em relação às organizações não gerenciadas por membros da mesma família. Isso ocorre, porque uma empresa familiar, geralmente, conta com equipes mais engajadas e comprometidas, e com um alto nível de confiança entre as pessoas.

Mas nem tudo são flores nesse cenário. Às vezes, justamente por possuírem um caráter menos formal e mais afetuoso — afinal, se tratam de pessoas que têm fortes vínculos afetivos entre si —, certas questões cruciais de gestão acabam não sendo conduzidas tão seriamente quanto deveriam. O resultado? Na melhor das hipóteses, a estagnação da organização. Na pior, a derrocada total.

Por isso, para evitar que isso ocorra na sua empresa familiar, não deixe de conferir as 6 dicas de gestão que trouxemos no post de hoje. Continue a leitura e fique por dentro!

Invista em especialização e capacitação

Não é porque você trabalha em uma empresa familiar que não precisa estar capacitado para trabalhar e desenvolver bem as suas atividades. Colocar a administração e gestão de questões empresariais cruciais na mão de quem não tem um mínimo de conhecimento sobre o assunto, é extremamente arriscado. Confiar apenas no know how, definitivamente, não é uma boa ideia.

Por isso, é importante que todas as pessoas envolvidas na administração do empreendimento, se preocupem em qualificar-se adequadamente para as funções a que foram destinadas. E essa qualificação não necessariamente é sinônimo de uma graduação ou de cursos de longa duração. Existem especializações e cursos rápidos disponíveis no mercado, que passam conhecimentos e conteúdos super importantes e relevantes em um curto espaço de tempo. Acredite, isso pode fazer uma diferença muito significativa nos resultados da companhia a médio e longo prazo.

Defina com clareza as funções, os cargos e as responsabilidades

Essa é uma confusão bem comum em empresas familiares. Todo mundo faz um pouco de tudo e acaba sendo cobrado por tudo também. Dessa forma, obviamente, os processos perdem muito em objetividade, produtividade e alcance dos resultados esperados.

Desde o princípio, é bom que cada membro da família que faz parte da companhia, saiba exatamente qual é o seu cargo, salário, as atividades que tem que desempenhar e quais são as suas responsabilidades. E, inclusive, que será cobrado a mostrar os resultados, como qualquer outro colaborador. Com tudo dividido, fica mais fácil reconhecer as falhas operacionais e otimizar os processos.

Tenha um rígido controle financeiro

Não realizar uma boa gestão financeira é um dos principais motivos que levam uma empresa familiar a fechar as portas. Definir bem as entradas e saídas, assim como os custos fixos, fluxo de caixa, despesas variáveis e outros itens relacionados, faz com que seja possível saber exatamente onde o dinheiro está sendo gasto, se há como enxugar algum custo ou se determinada área possui altos níveis de desperdício, por exemplo.

A empresa tem que ter um colaborador responsável exclusivamente pelo controle desse departamento. Se nenhum dos membros da família é especialista ou gosta desse assunto, a melhor solução é contratar alguma pessoa externa, com competência na área, para gerir essa questão. Com finanças empresariais, não se brinca.

Faça uma boa gestão de pessoas

Juntamente ao controle das finanças, a boa gestão de pessoas em uma empresa familiar é determinante no sucesso ou fracasso. Um bom modelo de gestão nessa área, aumenta muito as chances de sustentabilidade da companhia em longo prazo.

Investir em planejamento estratégico, alcance de metas e objetivos em equipe, compartilhamento de conhecimentos e aperfeiçoamento constante de processos, não é uma atividade exclusiva de grandes corporações. Tudo isso pode (e deve!) ser realizado em seu empreendimento familiar. Adotar um modelo de gestão baseado em técnicas que possam ser seguidas por todos, fortalecerá seus controles internos e fará a empresa crescer de maneira muito mais saudável e inteligente.

Outra questão importante nesse aspecto é não deixar que assuntos e problemas de ordem pessoal sejam discutidos com frequência dentro dos limites da empresa, mantendo as relações dentro da companhia o mais profissionais possíveis. É claro que, dado o caráter familiar e os estreitos vínculos emocionais, isso pode ser um pouco difícil de controlar, mas o esforço deve estar direcionado nesse sentido.

Crie um conselho administrativo

A hora de definir regras e critérios em uma empresa familiar pode ser um momento estressante. Por isso, para garantir a transparência do processo como um todo, uma boa alternativa é a criação de um conselho de família.

Através de reuniões periódicas, o conselho pode discutir e decidir assuntos relevantes para o futuro da empresa, sempre contando com a participação de todos, e levando em conta as opiniões de cada membro. O conselho de família também pode ser bastante útil na hora de resolver conflitos e de realinhar objetivos e valores da corporação, de acordo com os desejos destes membros.

Tenha muito cuidado com os processos de sucessão

Essa é uma questão bastante delicada. Quando um membro da família vai se retirar da administração da empresa, é comum surgir a dúvida de quem o substituirá. É importante ter bastante cautela nesse processo e evitar que ele seja conduzido exclusivamente baseado em questões afetivas e emocionais.

O sucessor tem que estar preparado tecnicamente para assumir o cargo, bem como estar disposto a fazê-lo (isso é o mais importante!). Algumas vezes, um processo sucessório mal conduzido pode resultar em anos de retrocesso dentro da companhia e até mesmo significar a derrocada do empreendimento.

Gerir de maneira eficaz uma empresa familiar não é tarefa das mais fáceis e exige bastante flexibilidade e jogo de cintura. Mas poder contar com o apoio e a colaboração de membros da sua família, em quem você confia plenamente, é uma grande ajuda. Use isso a seu favor, juntamente a aplicação das dicas de gestão citadas nesse artigo, para fazer seu negócio decolar de vez!

Você gostou desse conteúdo sobre a gestão de empresas familiares? Então talvez você fique interessado em ler nosso artigo “Marketing para pequenas empresas: por onde começar a investir?”, publicado aqui no blog!

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