Você sabia que é possível colocar código de barras na embalagem de alimentos caseiros? Hoje em dia, codificar produtos alimentares com código de barra para identificá-los a partir de um leitor específico não se destina mais somente às grandes empresas e importadoras: o pequeno e médio empresário também pode se beneficiar dela para comercializar suas mercadorias.

Implantar a codificação para itens produzidos em pequenas fábricas (ou mesmo em casa) é uma prática que está se tornando cada dia mais comum. Tal questão só traz vantagens, como abertura de mercado e facilita o controle de entrada, saída e registro de mercadorias e ainda proporciona uma formalidade maior ao lidar com a revenda e o consumidor.

Para ajudá-lo a entender e proceder, preparamos abaixo um post especial com tudo o que você precisa saber sobre codificar produtos alimentares com código de barras.

O registro é obrigatório

O código de barras é uma numeração que se destina a identificar do produto em qualquer lugar (não somente em sua cidade ou estado). Cada número identifica além do produto o fabricante de forma “ÚNICA E INEQUÍVOCA”, portanto, para que sua empresa possa se beneficiar com o uso dos Padrões GS1 é necessário que sua empresa se associe-se a GS1 Brasil.

Dessa forma, o primeiro passo para começar a trabalhar com o código de barras é fazer um registro na GS1, que é responsável a organização responsável em criar, gerenciar e administrar padrões para cadeia de suprimentos e, um desses padrões é o de identificação e codificação de produtos. Trata-se de uma identificação global presente em mais de 150 países, podendo propiciar rastreabilidade ao produto do fabricante ao consumidor além de poder atender normas e legislações, levando desta forma maior segurança ao consumidor.  

Para se associar a GS1 Brasil é necessário acessar o site www.gs1br.org clicar em solicitar código de barras o registro é realizado de forma online, os valores de filiação são por categorias, de acordo com o faturamento declarado da empresa.

Existe um código específico

O mais utilizado para registro de produtos alimentícios, mesmo que produzidos em casa (como compotas de doces, chocolates e bolos) é o GS1/EAN13. Trata-se de uma numeração composta por 13 dígitos, que usualmente é utilizado para comercialização dos produtos.

O objetivo desse código além de identificar o produto e agilizar os processos internos das empresas proporcionando maior agilidade no controle de estoque, expedição e/ou recebimento.

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O código de barras é gerado por um software

Após a empresa de associar à GS1 Brasil, a mesma receberá login e senha de acesso ao CNP – Cadastro Nacional de Produtos que é ferramenta disponibilizada de forma gratuita a empresa associada a GS1 Brasil onde é possível gerenciar toda numeração de seus produtos além de ter a opção de impressão do código de barras GS1/EAN-13 para identificação de seu produto.  A empresa associada tem a opção em escolher qualquer software gerador de código de barras de sua preferência desde que, o código de barras gerado seja um Padrão GS1.

Após gerar o código de barras, basta inseri-lo em suas embalagens e comercializar seus produtos, na certeza de que eles atendem a normas de identificação. Quando se comercializa alimentos, entende-se que há uma responsabilidade por parte do produtor quanto à qualidade e integridade dos ingredientes utilizados no preparo. Essa é uma das razões pelas quais a formalidade de um código identificador se faz importante.

Há um padrão de impressão a ser seguido

Pode ser que você esteja se perguntando se existe um tamanho específico para impressão do código de barras para que ele possa ser facilmente captado e lido pelos leitores. Podemos dizer existem regras de impressão que envolve tamanho, cor, espaços da barras, etc.

Por essa razão, talvez você precise adequar o tamanho da sua etiqueta para que cada informação, incluindo o código, tome a posição de destaque adequada para atrair o consumidor. Lembre-se de que, além de uma proteção para o produto, as embalagens são grandes agentes de marketing, capazes de impactar diretamente no volume de vendas.

 

Um código de barras identifica um único produto

Se você produz 20 tipos de doces caseiros, então, precisará de 20 codificações diferentes para identificá-los a partir do código de barras. A combinação usada no doce de leite tradicional será diferente daquele que você coloca no doce de leite com coco, por exemplo. Isso porque na numeração estão contidas todas as informações sobre o produto, sob todos os seus aspectos.

Uma vez gerados os códigos pelo sistema, eles serão incluídos em uma base de dados (CNP – Cadastro Nacional de Produtos) .

Além da questão da legalidade, trata-se de uma facilidade maior para gerenciamento de estoque, uma vez que bastará consultar um sistema para identificar as quantidades disponíveis de cada item.

De modo geral, o código de barras em alimentos caseiros é uma grande inovação do mercado moderno. O objetivo de tal prática é ajudar pequenos produtores a tornarem seus itens conhecidos e comercializados em um raio mais amplo. Há quem chegue até mesmo a exportá-los, por que não? E ainda que essa não seja a sua intenção, será possível vender com excelência em sua própria cidade.

Se este post foi útil para você, não deixe de ler também sobre os desafios de implantar a rastreabilidade na indústria alimentícia!

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