5 métodos de rastreabilidade que podem ajudar sua empresa!

Rastreabilidade significa ser capaz de dizer onde um determinado item está e em quais condições, ainda que a distância. Em alguns casos, é um termo que pode significar garantir a segurança e a confiabilidade de determinadas informações, como a procedência de um produto.

Devido a essas características, esse é um elemento logístico importante para o seu negócio e que pode influenciar fortemente os resultados. Sem ele, você não tem informações completas sobre o produto e, portanto, seu gerenciamento é mais difícil. Conhecer os métodos de rastreabilidade, portanto, é uma forma de conhecer formas de ajudar a sua empresa.

Confira, a seguir, 5 desses métodos e saiba como utilizá-los adequadamente!

1. Manufatura automatizada

Internamente, conhecer em que estado de produção se encontra um insumo é fundamental para garantir uma boa rastreabilidade.

Nesse sentido, uma opção bastante utilizada é a manufatura automatizada. Nesse tipo de sistema de rastreabilidade, os produtos contam com etiquetas do tipo RFID, de modo que sejam enviadas informações a cada próxima etapa na qual o produto entra.

Para isso, é necessário realizar uma integração ao sistema de execução de fabricação, também conhecido como MES. Trata-se um sistema computacional que é responsável por manter esse histórico de posição do insumo na cadeia produtiva.

Essa é uma opção especialmente útil porque não apenas indica a posição de um determinado insumo em certo momento, mas também cria um histórico completo relativo à produção. Caso seja necessário apresentar informações relativas ao processo produtivo, essa integração também garante a disponibilidade desses dados.

2. Kanban Eletrônico

O sistema Kanban foi inicialmente desenvolvido como uma forma de controlar o fluxo de produção por meio de ordens de pedido de entrega ou requisição de materiais relativos à linha produtiva de um determinado setor. Essas ordens de pedido apareciam em forma de cartões de sinalização e poderiam indicar, por exemplo, que uma linha produtiva concluiu a finalização do produto ou que demanda mais matéria-prima para dar início a um novo lote.

Com a entrada da tecnologia no controle produtivo, o Kanban também ganhou ares digitais e, por isso, se transformou em Kanban Eletrônico. Nesse caso, o processo de sinalização se tornou mais automático, de modo que é possível mapear o movimento dos insumos de maneira geral.

Além disso, o Kanban Eletrônico também é responsável por realizar as ordens de pedido e faz isso de uma forma que o inventário de produtos seja levado em conta. Se uma matéria-prima está prestes a atingir seu prazo de validade, por exemplo, o Kanban Eletrônico pode automaticamente detectar essa situação e determinar que esse material seja utilizado na frente dos demais.

Mais do que rastrear, portanto, esse sistema também ajuda na administração correta, tanto quanto possível, dos recursos existentes.

3. Etiquetagem de embalagem terciária

Na logística interna também é possível realizar uma etiquetagem de embalagem terciária, como dos pallets. Nesse caso, não é o insumo que é controlado até se tornar o produto final, mas sim o produto final em lotes.

São colocados códigos de barra do lado de fora dos pallets de modo que a identificação seja facilitada, ainda que a distância. Com isso, a entrada no estoque, por exemplo, se torna mais controlada e mais rastreável.

Também é mais fácil localizar lotes de produto que podem ser divididos de acordo com a data de fabricação, por exemplo.

Em empresas que possuem um grande volume de movimentações no estoque, esse sistema de rastreabilidade é praticamente indispensável para que não apenas se saiba onde estão determinados produtos, mas também para controlar melhor as características de cada um — o prazo de validade é um exemplo.

4. Gerenciamento de ativos

Ativos como maquinários, meios de transporte e outros componentes que fazem parte de uma boa logística podem ser rastreados por meio de seu gerenciamento.

Para isso, é conveniente controlar a vida útil desses ativos graças à avaliação de mudanças no estado, depreciações etc.

Isso leva a uma adaptação às necessidades específicas do negócio, já que se for preciso produzir ou armazenar uma determinada demanda, é possível identificar qual é o mais recomendado para a tarefa.

Ocorre também a otimização do uso desses ativos. Com mais controle sobre as mudanças é possível prever a necessidade de manutenção ou estabelecer o máximo de disponibilidade, de modo que a produtividade seja positivamente afetada.

Essa opção é mais focada na estrutura interna da empresa e deve ser preferencialmente utilizada com outras opções direcionadas mais aos produtos em si. Dessa forma, é possível estabelecer um controle tanto sobre os produtos quanto sobre os ativos utilizados para sua produção.

5. Rastreamento externo de logística

Uma vez que o produto tenha saído da sua empresa, ainda assim é possível rastreá-lo. Isso é possível ao utilizar uma frota própria que é monitorada em tempo real com aplicativos e dispositivos que transmitem informações, como a posição do veículo de entrega.

Essa opção é especialmente útil quando a logística de entrega desempenha um papel ainda mais importante nos resultados do negócio. Empresas que fazem entregas urgentes, por exemplo, precisam realizar um controle estrito das mercadorias de modo que consigam cumprir o prazo estabelecido.

Também é possível exercer um rastreamento externo de logística a fim de garantir a alta confiabilidade e procedência dos produtos. Pode ser empregado, por exemplo, no segmento de medicamentos brasileiros. Como uma maneira de evitar as falsificações de medicamentos, as embalagens secundárias deverão ter um código GS1 DataMatrix, com as informações completas sobre o produto. Essa solução tão inovadora já existe no país e foi desenvolvida pela GS1 Brasil. Você pode conferir mais informações acessando aqui.

Esse tipo de identificador é conhecido como Identificador Único de Medicamentos (IUM) e é impresso em forma de etiqueta a ser afixada na caixa. Quanto à embalagem primária, o código de barras tradicional poderá ser a escolha a ser feita.

Os métodos de rastreabilidade que podem ajudar sua empresa incluem desde os métodos internos e produtivos, como a produção manufaturada, até métodos que envolvem logística externa. É possível, então, exercer um controle em toda a cadeia produtiva e ter mais informações sobre o estado do produto a cada etapa. Apesar disso, cada um desses métodos se adequa melhor a um tipo de empresa, que deve considerar o volume de produção e de movimentações para identificar aquilo que fizer mais sentido.

Os benefícios dos métodos de rastreabilidade

Considerando os 5 métodos de rastreabilidade citados acima (manufatura automatizada, Kanban Eletrônico, etiquetagem de embalagem terciária, gerenciamento de ativos e rastreamento externo de logística), faremos uma análise mais minuciosa dos benefícios que eles conferem às empresas que os adotam.

Para começar, é uma exigência legal para algumas empresas a utilização de métodos de rastreabilidade. Quando devidamente projetada, a rastreabilidade fornece um controle eficiente da documentação, das responsabilidades, recursos, processos, serviços e produtos.

A rastreabilidade também está associada à legislação e às normas que determinam que todos os produtos disponibilizados no mercado devem ser apropriados à sua finalidade e não podem prejudicar a saúde. Utilizando os métodos mais adequados, as empresas podem identificar e retirar de circulação aqueles produtos perigosos e que, de alguma forma, oferecem insegurança para o consumidor.

Assim, com os recursos disponíveis para rastrear os produtos, a empresa identifica a localização exata das mercadorias comprometidas e providencia o recolhimento de lotes, evitando que o cliente tenha acesso a eles e se prejudique.

A rastreabilidade das mercadorias permite ainda:

  • reduzir custos e tornar os processos mais eficazes;

  • diagnosticar o problema, passando a responsabilidade quando se fizer necessário;

  • favorecer a ação orientada de forma a prevenir a recorrência (isto é, com a rastreabilidade, é possível ser proativo, evitando o problema antes que ele surja);

  • proteger a marca, contribuindo para que o cliente deposite mais confiança na empresa;

  • melhorar a eficiência do ciclo produtivo;

  • otimizar o controle de qualidade e de estoque na medida em que permite identificar a origem e a destinação dos produtos, suas características e as formas como são utilizados.

O último item da lista é muito relevante. Considere que a rastreabilidade permite analisar o histórico completo do produto, aumentando assim a segurança no controle de qualidade. A partir dos métodos, a empresa pode verificar os atributos dos produtos, como o país de origem, o tipo de alimento ou de material, se os elementos em sua composição estão devidamente liberados para a produção e apresentam qualidade comprovada.

É possível identificar os lugares onde os produtos vêm sendo vendidos e confirmar a idoneidade de sua procedência, de sua comercialização e de sua utilização.

Oferecer segurança é a melhor saída para a empresa que deseja crescer no mercado e ganhar a confiança dos consumidores. Sendo bem reputada no comércio, a companhia consegue fidelizar e conquistar mais clientes, expandindo seus horizontes para além dos limites de uma instituição que não se preocupa com as estratégias de rastreabilidade.

A rastreabilidade, portanto, também contribui decisivamente para aumentar o potencial competitivo de uma empresa e de sua marca.

A importância do código de barras como recurso para combater os produtos falsificados

Vale a pena estender-se mais sobre esse benefício. O código de barras é um recurso tecnológico que é aplicado em métodos de rastreabilidade e ajuda a individualizar o produto e/ou a embalagem.

Os problemas com a venda de produtos falsificados atingem o mundo inteiro. Mercadorias de qualidade de inferior são vendidas a diferentes clientes como se fossem produtos originais, mas não respeitam as normas básicas de segurança.

Ciente disso, o cliente deseja conferir a validade e a autenticidade dos produtos por meio de recursos que sejam efetivamente eficazes. O código de barras é um desses recursos. Por essa razão, ele se tornou tão útil e popular que a legislação exige a sua utilização no comércio.

O comércio ilegal de produtos pirateados alcançou um nível de expansão assustador, envolvendo diferentes produtos: roupas, calçados, eletroeletrônicos, brinquedos, cosméticos e, até mesmo, alimentos e medicamentos, produtos que podem afetar direta e gravemente a saúde e a vida dos usuários.

As empresas e os consumidores procuram, de todas as maneiras possíveis, restringir e combater esse comércio, apelando para os dispositivos legais e para a fiscalização rigorosa.

O código de barras tornou-se realmente um divisor de águas na luta contra a expansão da pirataria no comércio. Ele já é uma ferramenta de identificação exigida nos processos de exportação, o que requer que tanto os gestores de empresas quantos os consumidores entendam o seu funcionamento.

Implantando um padrão universal de identificação de produtos, as possibilidades de falsificação caíram drasticamente, garantindo mais segurança para a empresa que produz e vende e para o destinatário final da mercadoria, ou seja, o cliente. O processo de identificação inicia-se desde a compra de matéria-prima até a distribuição no varejo, ou seja, acompanha toda a cadeia produtiva, sem deixar brechas para a pirataria.

Vale lembrar que, no entanto, ainda existe a pirataria e muitas empresas que agem na ilegalidade desconsideram o uso do código de barras.

Veja exemplos práticos dos benefícios permitidos pelo código de barras:

Rastreabilidade dos produtos

Já vimos como o código de barras integra os métodos de rastreabilidade, isto é, a partir da sequência numérica situada abaixo do conjunto de listras pretas e brancas, identifica-se a origem exata da mercadoria.

Com a obtenção de informações confiáveis no percurso de um produto, a empresa assegura ao cliente a compra de um produto de boa qualidade, que respeita as normas de segurança e as exigências fiscais do país.

É possível acompanhar a movimentação e a localização exata da mercadoria. A consulta pode ser feita em qualquer hora, permitindo ótima visibilidade e total transparência nos fluxos logísticos.

Confirmação da identificação e autenticidade do produto

A identificação por meio do código de barras é a forma mais eficaz de confirmar a autenticidade de qualquer produto comercializado no mercado. Essa identificação é efetuada a partir do GTIN (Número Global do item Comercial), representado pela famosa sequência numérica.

Quando empresas falsificadoras utilizam código de barras em seus produtos, é fácil identificar a origem ilegal.

A tecnologia do código de barras, portanto, é o melhor meio de permitir o acesso a diferentes informações sobre um mesmo item: produção, procedência, comercialização, localização atual.

Já utiliza algum desses métodos de rastreabilidade em sua empresa? Aproveite para ler outro post sobre a importância do rastreamento de produtos, inclusive dos medicamentos!

 

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