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Antecipar-se às tendências do varejo não deve ser uma tarefa exclusiva dos varejistas, mas também daqueles que vendem para esse público. Afinal de contas, é uma forma de entender melhor como vão funcionar os negócios dos seus potenciais e atuais clientes no futuro.

Isso permitirá que você possa se preparar melhor para negociar com os varejistas e adequar sua produção às necessidades deles e dos consumidores finais.

É bom ficar atento às prováveis mudanças porque, com o cenário desafiador do mercado, os varejistas terão que buscar novas maneiras de manter sua competitividade no mercado.

Por isso, selecionamos 5 tendências do varejo para 2017 e como elas vão exercer algum impacto em seu negócio. Confira a seguir!

1. Experiência de compra mais rápida

Essa primeira tendência acompanha um costume cada vez mais comum entre os consumidores: querer resolver as coisas rapidamente. Se você olhar a sua volta, não será difícil encontrar pessoas com a rotina corrida e pouquíssimo tempo livre e disponível.

Por isso, os mercados terão que adaptar o seu mix de produtos para atender a uma demanda que busca uma experiência de compra mais dinâmica e ágil.

É o caso, por exemplo, dos supermercados que apostam na maior oferta de pratos pré-prontos, de carnes já fatiadas na bandeja e na aproximação de produtos complementares nas gôndolas.

Para os fabricantes, é o momento de repensar seus processos produtivos: será que vale a pena vender para os varejistas meus produtos em uma fase mais avançada? Quais mercadorias estarão mais próximas da minha marca nas gôndolas? Como isso afetará minhas vendas?

2. Maior customização de produtos e serviços

Personalização é a palavra-chave deste tópico. Esse é um conceito que já vem sendo trabalhado há muito tempo no varejo e, agora, volta ainda com mais força.

Os clientes buscam uma experiência de compra mais pessoal, pois querem se sentir únicos a cada atendimento, serviço prestado ou produto consumido.

Para chegar a esse nível de individualização, as empresas têm apostado mais na coleta, armazenagem, análise e utilização dos dados para criar experiências personalizadas.

As tecnologias, como o Big Data e os softwares de CRM (gestão de relacionamento com o cliente), têm sido e serão grandes aliadas nessa missão, já que são capazes de organizar essa grande quantidade de informações e facilitar a tomada de decisão com foco nos perfis de consumidores.

Para as empresas que já atuam no ramo tecnológico ou possuem suas lojas virtuais, o caminho para a customização possui menos percalços. No entanto, esse é um desafio enorme para os varejistas que abrem as portas para diversos públicos, como supermercados e farmácias. Afinal, como poderão entregar experiências personalizadas se a variedade de clientes é grande?

Uma solução que pode ajudar é apostar na diversidade de formatos dos mesmos produtos. Por exemplo, pães de forma com tamanhos diferentes de embalagem, modelos de sandálias com cores diversas e sabonetes com diferentes formatos e aromas. Não que isso não esteja sendo feito, mas a tendência é aumentar — o que impactaria em seus formatos de produção.

Outras estratégias buscadas por esses varejistas são a criação de programas de fidelidade e cartões próprios da loja, e o uso de aplicativos e lojas virtuais para expandir o relacionamento com o público.

3. Disponibilidade 24 por 7

24 horas por dia e 7 dias por semana. Esse é um conceito que tem sido adotado com mais frequência pelos varejistas, especialmente nas grandes cidades.

A ideia é fazer as lojas funcionarem o tempo todo ou com as menores interrupções possíveis. Trata-se de uma mudança cara para os varejistas, especialmente os de pequeno e médio porte. Ela demanda a contratação de mais funcionários e o aumento do estoque — investimentos pesados em tempos de crise econômica.

Ainda assim, representará um diferencial competitivo, já que entregará mais conveniência e comodidade aos consumidores. Os clientes precisam dessa flexibilidade, pois nem sempre terão um tempo livre no horário comercial para fazer suas compras. Logo, o final da noite, a madrugada e o início da manhã são períodos em que os varejistas poderão explorar mais.

Para os fornecedores, caso essa tendência se consolide, será o momento de se preparar e conseguir recursos financeiros para aumentar sua produção e atender às exigências do varejo.

4. Consumidores participando da cadeia produtiva

Os clientes finais, com seus feedbacks e hábitos de consumo, têm suma importância nas melhorias de atendimentos, produtos e serviços. Isso pode até não ser uma novidade, mas o que começa a ganhar espaço é a participação dos consumidores nos processos produtivos.

No ramo da tecnologia e na internet, essa tendência é mais antiga. Muitos softwares e plataformas open-sources (código aberto) foram criados e aprimorados com a participação de diversas comunidades de desenvolvedores.

Agora, isso pode começar a ganhar força na produção de mercadorias para as lojas físicas. A Ruffles é um exemplo de marca que abriu concursos para os consumidores criarem os sabores de suas batatas em troca da participação nas vendas.

Essa, aliás, é uma das principais maneiras de customizar a experiência do cliente: vender produtos elaborados com a ajuda de consumidores finais para outros consumidores finais.

Isso não quer dizer que o público dos seus clientes vai entrar na sua fábrica e mudar suas formas de produção. Contudo, os varejistas podem começar a buscar uma flexibilidade maior com seus fornecedores para inserir as sugestões e ideias dos consumidores como prioritárias na fabricação e desenvolvimento das ofertas.

5. Sustentabilidade

Enquanto o consumo irresponsável continuar afetando os recursos naturais e a qualidade de vida na sociedade, a sustentabilidade não deixará de ser tendência. Isso acontece porque cresce gradativamente a quantidade de consumidores que se preocupam com essa questão.

Os clientes finais buscam se relacionar com marcas que são e se mostram social e ecologicamente sustentáveis. O envolvimento em projetos sociais, o uso de embalagens biodegradáveis, a diminuição do desperdício e o aumento do uso de materiais orgânicos são práticas valorizadas pelos consumidores.

Por essa razão, é imprescindível começar a adotar ou aprimorar suas ações sustentáveis. O cuidado no uso das embalagens sustentáveis, os materiais químicos usados no processo de produção e a reciclagem dos itens não aproveitados são atitudes que agregarão valor social à sua fábrica e ainda poderão trazer certa economia.

Do ponto de vista do marketing e das vendas, você pode expor nas embalagens que sua empresa segue processos de produção sustentável. Isso será um atrativo a mais para conquistar o cliente final na gôndola.

Para os varejistas, é importante detalhar, nas reuniões e negociações, como é feita a fabricação dos seus produtos, dando ênfase às ações de cunho sustentável.

Acompanhar as tendências do varejo é importante porque elas impactam toda a cadeia produtiva e de vendas. A fabricação, o design, a logística e a distribuição e até o posicionamento dos produtos nas gôndolas serão afetados com o tempo e com as mudanças no comportamento do consumidor. Portanto, se você não se precaver como os varejistas, maiores serão os riscos que assumirá para atender às novas exigências do mercado.

Você já estava por dentro de alguma dessas tendências do varejo para 2017? Acredita que elas abrirão boas oportunidades para a sua fábrica? Divida o seu comentário com a gente!

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