Nota Técnica 2021.003: Guia de Validação do GTIN na NF-e e NFC-e
- A NT 2021.003 padroniza a validação do GTIN, exigindo consistência com o Cadastro Centralizado de GTIN (CCG).
- Empresas precisam garantir dados corretos de produto para evitar rejeições na NF-e e NFC-e.
- A GS1 Brasil é peça-chave na conformidade, oferecendo padrões, suporte e governança de dados.
A Nota Técnica 2021.003: validação do GTIN na NF-e e NFC-e é o guia oficial que substitui a NT 2017.001, estabelecendo novas regras para garantir a consistência dos dados de produtos no Brasil. Seu foco é alinhar as informações fiscais com os padrões globais de identificação.
A GS1 Brasil, como parte da rede global GS1, atua diretamente nessa padronização, promovendo eficiência, rastreabilidade e confiabilidade nas cadeias de suprimentos.
Qual é o objetivo da nota técnica 2021.003 na validação do GTIN?
O principal objetivo da NT 2021.003 é garantir a sincronização entre os dados do produto informados na NF-e/NFC-e e o Cadastro Centralizado de GTIN (CCG).
Essa exigência tem base nos Ajustes SINIEF 07/05 e 19/16, que determinam que o GTIN informado nos documentos fiscais deve ser válido, existente e consistente com o cadastro oficial.
Na prática, isso significa que:
- o GTIN precisa estar corretamente cadastrado;
- as informações de produto devem estar atualizadas;
- os dados fiscais e logísticos devem ser coerentes.
Essa validação evita erros, fraudes e inconsistências, fortalecendo a governança de dados e a eficiência operacional.
Quais são as mudanças da nota técnica 2021.003 para os grupos de NCM?
A NT 2021.003 organizou os produtos em grupos de NCM, determinando níveis diferentes de obrigatoriedade
| Grupo | Descrição | Setores impactados |
|---|---|---|
| Grupo I | GTIN obrigatório com validação completa | Alimentos, bebidas, medicamentos |
| Grupo II | GTIN obrigatório com validação parcial | Higiene, limpeza, cosméticos |
| Grupo III | Validação progressiva | Indústria geral e bens de consumo |
| Grupo IV | Inclusão recente (versão 1.40) | Novos segmentos com expansão gradual |
Essa segmentação permite uma implementação escalonada, facilitando a adaptação das empresas e reduzindo riscos operacionais.
Prazo de implementação para as novas mudanças da nota técnica 2021.003
A NT 2021.003 foi implementada de forma progressiva, com destaque para a versão 1.40, que ampliou o escopo de validação.
- Homologação: etapas liberadas gradualmente para testes;
- Produção: obrigatoriedade aplicada conforme grupos de NCM;
- Versão 1.40: expansão da validação para novos produtos (Grupo IV).
O cronograma escalonado permite que gestores se preparem com antecedência, evitando rejeições e impactos no faturamento.
Por que o Cadastro Nacional de Produtos é vital para o GTIN?
A conformidade com a NT 2021.003 não começa na emissão da nota fiscal, mas sim na gestão correta dos dados de produto.
O Cadastro Nacional de Produtos (CNP), da GS1 Brasil, permite:
- centralizar dados mestres;
- garantir padronização global;
- reduzir inconsistências.
Sem dados confiáveis no CNP, a validação do GTIN falha automaticamente, gerando rejeições e prejuízos operacionais.
Padronize seus dados, evite rejeições fiscais e aumente a eficiência da sua operação.
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Como o CCG valida seus dados de GTIN na SEFAZ?
A SEFAZ realiza um cruzamento técnico rigoroso com o CCG, verificando:
- digito verificador do GTIN;
- prefixo brasileiro (789 ou 790);
- compatibilidade com NCM;
- correspondência com CEST.
Esse processo garante que o GTIN informado seja válido, confiável e alinhado com os padrões globais, reforçando a governança de dados mestres.
Veja também: O que é o código EAN?
Evolução das versões da nota técnica 2021.003 e prazos
- Versão 1.00 – Introdução das regras básicas de validação;
- Versão 1.10 – Ajustes técnicos e melhorias no processo;
- Versão 1.20 – Expansão da validação para novos grupos;
- Versão 1.30 – Refinamento das regras de consistência;
- Versão 1.40 – Inclusão do Grupo IV e ampliação da obrigatoriedade.
A evolução demonstra um avanço contínuo na padronização e controle dos dados, exigindo atenção constante das empresas.
O que fazer quando o produto não possui GTIN para a NT 2021.003?
Quando um produto não possui GTIN, o procedimento correto é informar “SEM GTIN” na NF-e ou NFC-e.
É importante destacar:
- não crie códigos fictícios ou genéricos;
- não utilize códigos estrangeiros sem padronização;
- certifique-se que o produto realmente esteja isento.
O uso incorreto de GTIN pode gerar rejeições e inconsistências fiscais, comprometendo a operação.
Principais códigos de rejeição da SEFAZ na NT 2021.003 e como resolver
Rejeição 890
- Problema: GTIN inexistente;
- Causa: código não cadastrado no CCG;
- Ação: cadastrar corretamente o produto.
Rejeição 891
- Problema: GTIN inválido;
- Causa: erro no dígito verificador;
- Ação: corrigir o código.
Rejeição 894
- Problema: divergência de dados;
- Causa: inconsistência entre GTIN e NCM;
- Ação: atualizar cadastro no CNP.
Resolver essas rejeições depende diretamente da qualidade dos dados cadastrados.

Como consultar a conformidade do seu GTIN no Portal NF-e?
Siga este passo a passo:
- acesse o Portal Nacional da NF-e;
- vá até a área de consulta de GTIN;
- insira o código do produto;
- verifique o status no CCG;
- confirme a compatibilidade com NCM e CEST.
Essa consulta deve fazer parte da rotina operacional, garantindo que os dados estejam sempre atualizados e validados.
Leia também: Por que o GTIN é essencial para uma operação em marketplace?
Responsabilidades dos donos de marca na validação da NT 2021.003
A responsabilidade pela integridade dos dados no CCG é do dono da marca.
Isso inclui:
- cadastro correto dos produtos;
- atualização constante das informações;
- garantia de consistência com padrões GS1.
Negligenciar essa responsabilidade pode travar toda a cadeia de suprimentos, impactando vendas e operações.
Evite rejeições de NF-e e escale suas vendas com a GS1 Brasil
A conformidade com a NT 2021.003 vai além da obrigação fiscal; é um passo estratégico para ganhar eficiência, reduzir erros e escalar operações.
Com a GS1 Brasil, sua empresa garante:
- dados padronizados e confiáveis;
- integração com a cadeia de suprimentos;
- segurança e rastreabilidade.
Adequar-se à norma é investir em transformação digital e competitividade.
Evite erros fiscais, aumente a rastreabilidade e fortaleça sua cadeia de suprimentos.
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Perguntas frequentes sobre a nota técnica 2021.003
Nesse caso, a NF-e ou NFC-e será rejeitada automaticamente pela SEFAZ, exigindo correção dos dados para autorização do documento fiscal.
Sim, todos os comercializados no Brasil devem seguir o padrão GS1 e estar corretamente cadastrados para validação.
Sim, mas a obrigatoriedade varia conforme o grupo de NCM e o cronograma de implementação definido pela nota técnica. Cada segmento deve conferir e se adaptar à norma.
O CNP centraliza e padroniza os dados de produto, garantindo consistência com o CCG e evitando erros na validação fiscal.

