Prestar atenção ao rótulo de vinho é muito importante para que as pessoas conheçam, de fato, o produto que estão adquirindo. Estamos falando em uma bebida universal, capaz de agradar a diferentes paladares, se levarmos em conta a grande diversidade de sabores e nuances. E é no rótulo que tais questões serão identificadas.

Além disso, existem normais legais a serem seguidas na hora de envasar e rotular bebidas. Estar em dia com tais questões evita multas e transtornos, que certamente implicariam em prejuízos e manchariam a imagem da sua empresa. É importante garantir que todos os itens necessários constem em suas garrafas.

Para ajudá-lo, preparamos este post com tudo o que você precisa saber sobre rótulos de vinho.

O que deve constar no rótulo de vinho?

Conforme citamos acima, existem itens que são obrigatórios no rótulo de uma garrafa de vinho. Vamos conhecê-los?

Nome do vinho

Trata-se de uma espécie de identidade. Se levarmos em conta que o rótulo funciona como uma “certidão de nascimento” da bebida, é importante criar para o seu vinho um nome que chame a atenção do público, seja coerente e esteja em harmonia com as pessoas que costumam gostar de vinho. Normalmente, é a informação de maior destaque no rótulo, em qualquer país. 

Produtor do vinho

Se o vinho é produzido em uma pequena vinícola familiar, o nome da mesma deve constar no rótulo. Trata-se de uma forma de deixar clara a origem da bebida e, dessa forma, satisfazer a legislação e o consumidor.

Variedade de uva

Todos nós sabemos que o principal ingrediente para produzir um vinho é a uva. Entretanto, a fruta apresenta variedades que precisam ser levadas em conta. Um vinho produzido a partir de um único tipo de uva (ou predominância dele) é chamado de vinho varietal. Se envolve duas ou mais espécies da fruta, trata-se de um vinho de corte ou assemblage. De qualquer forma, a variedade de uva utilizada na fabricação deve constar no rótulo.

Região de origem

Há algumas décadas, a origem do vinho era considerada primordial na qualidade da bebida, visto que algumas regiões têm a fama de produzirem melhores safras de uva. Ainda hoje, tal questão tem suas influências sobre as relações da garrafa com o consumidor.

A cidade de cultivo das uvas é uma informação que deve constar no rótulo do vinho. Há produtores que fazem questão de especificar até mesmo a sub-região ou o vinhedo, o que tornaria o vinho mais refinado (e mais caro).

Safra

O ano em que as uvas foram colhidas também é importante para determinar a qualidade do vinho. Se levarmos em conta que o tempo torna alguns vinhos melhores, podemos dizer que se trata de uma informação importante. Há vinhos que precisam permanecer envasados por anos para evoluírem, e registrar a safra é uma ótima maneira de intermediar o processo.

Origem da produção

Saber que o vinho foi produzido em determinada região torna subentendido o fato de que as normas impostas no local foram seguidas. A questão funciona como uma espécie de selo de qualidade. Há regiões que a utilizam até mesmo como certificado. O consumidor se sente assegurado quanto a qualidade da bebida que está adquirindo.

Maturação e envelhecimento

Existem vinhos cujas uvas passam por alguns cuidados na hora da produção, enquanto outros são mantidos por períodos de maturação. Tal questão precisa ser expressa no rótulo do vinho. Normalmente, os termos utilizados são riserva, reserva e gran reserva, mas isso também pode variar de país para país.

Graduação alcoólica

Os vinhos com teor alcoólico mais alto são os que mais duram. Além disso, o paladar e os efeitos do álcool sobre quem o consome também sofrem influência desse fator. É por isso que é tão importante incluí-lo no rótulo. Alguns vinhos podem chegar até 22% de álcool em sua composição.

Código de barras

O código de barras é uma forma universal de identificar produtos e pode ser útil até mesmo caso você deseje exportar suas mercadorias.

Quais os cuidados necessários na hora de rotular vinhos?

Uma embalagem atraente tem o poder de alavancar as vendas de um item. Além disso, a legislação sobre envasamento de bebidas se divide em dois grupos, dos quais um é exclusivamente dedicado aos vinhos e o outro versa sobre as demais bebidas. Só por esse fato, é possível entender a importância da observação de tal legislação na hora de rotular seus vinhos. Alguns cuidados se fazem necessários, tais como os seguintes.

Utilizar os termos corretamente

No que diz respeito à maturação, há quem utilize o termo “reservado”. Trata-se de uma denominação totalmente equivocada. Por essa razão, é necessário conhecer os termos corretos utilizados em sua região antes de simplesmente reproduzi-los.

Safra pela maioria

Em alguns vinhos, são utilizadas uvas de diferentes safras. Alguns fabricantes podem acabar caindo na tentação de colocar no rótulo o ano que se refere à maioria da safra empregada. Trata-se de um procedimento equivocado. A safra informada deve corresponder à totalidade da fabricação.

Omissão de informações

Outro ponto importante diz respeito às informações omitidas. Os itens obrigatórios expressos em legislação devem ser respeitados. O Decreto 8198, de 2014, versa sobre tais itens no que diz respeito às garrafas de vinho.

Informações como prazo de validade, “indústria brasileira” e nome e endereço do estabelecimento são exemplos de itens considerados obrigatórios. A não observância de tal questão resulta em percalços legais.

Como garantir a correta rotulagem dos seus vinhos?

Pode ser que você tenha algumas dúvidas sobre como seguir a todas essas obrigatoriedades, sem falhar com a legislação, ainda que não intencionalmente. Nesses casos, o ideal é contar com uma empresa especializada em rotulagem e identificação de produtos. Nada melhor conversar com quem conhece o tema, não é mesmo?

Terceirizar a organização e produção do seu rótulo pode ser um bom caminho para garantir que os seus vinhos serão corretamente identificados, sem danos legais para a sua empresa e atendendo às expectativas do seu público.

Um rótulo de vinho é, de certa forma, o primeiro contato que o consumidor terá com o seu produto e, portanto, deve ser funcional e atraente ao mesmo tempo. E a legislação está aí para garantir a primeira questão.

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