Saiba como funciona o registro do código de barras

Registro de código de barras: como funciona o processo oficial

O registro de código de barras é o processo de obtenção de números de identificação únicos e oficiais para produtos, permitindo sua correta identificação ao longo da cadeia de suprimentos. No Brasil, esse registro é realizado exclusivamente pela GS1 Brasil, a única organização autorizada a emitir códigos válidos em âmbito nacional e internacional.

O que significa registrar um código de barras?

Registrar um código de barras significa obter um GTIN oficial, único e reconhecido globalmente, atribuído à sua empresa pela GS1 Brasil

Diferentemente de apenas gerar a imagem do código, o registro garante que o número por trás das barras é válido, exclusivo e aceito por sistemas fiscais, varejo e marketplaces.

O GTIN funciona como o “CPF do produto”: só é legítimo quando emitido por uma entidade autorizada. Sem o devido registro, o número pode estar duplicado ou inválido, o que gera recusas em notas fiscais, cadastros e operações comerciais em qualquer lugar do mundo.

Por que o registro oficial é obrigatório?

Sem um GTIN na nota fiscal registrado oficialmente, o produto pode ser rejeitado na emissão de NF-e e NFC-e, recusado por marketplaces, impedido de entrar em grandes redes varejistas e gerar inconsistências em estoque e logística. 

Na prática, usar códigos não registrados expõe o negócio a falhas operacionais e a bloqueios comerciais.

Desde outubro de 2024, a SEFAZ passou a reforçar a validação do GTIN oficial nas notas fiscais, exigindo que o código informado esteja regular, válido e vinculado à base da GS1

Benefícios do registro oficial do GTIN:

  • aceitação automática em NF-e, NFC-e, varejo e marketplaces;
  • identificação única e global do produto, sem risco de duplicidade;
  • mais controle, rastreabilidade e padronização de dados;
  • conformidade com exigências fiscais e comerciais.

Riscos do uso de códigos não autorizados:

  • rejeições fiscais e bloqueio de vendas;
  • uso de números duplicados de terceiros;
  • perda de credibilidade com parceiros comerciais;
  • retrabalho e custos para regularização posterior.

Documentação necessária para o registro

Cada tipo de empresa (PJ, MEI, Empresário Individual, Produtor Rural/Artesão) podem exigir documentos diferentes para o processo de registro.

Pessoa Jurídica (PJ):

  • CNPJ ativo;
  • Contrato Social ou Estatuto Social;
  • cartão do CNPJ;
  • documento do responsável legal.

Já para o Microempreendedor Individual (MEI), o processo é simplificado e exige menos documentos:

  • CNPJ ativo;
  • Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI).

Para o Empresário Individual:

  • CNPJ ativo;
  • Requerimento de Empresário ou documento equivalente.

Já no caso de Produtor Rural ou Artesão, a comprovação da atividade produtiva é o principal requisito:

  • CPF ou CNPJ (quando aplicável);
  • Inscrição Estadual ou documento de produtor rural;
  • comprovante de atividade.

É importante lembrar que todo o processo de registro é 100% online, com envio digital dos documentos e análise em até 1 a 2 dias úteis, após a submissão correta das informações.

Como funciona o processo de registro passo a passo?

O registro de código de barras na GS1 Brasil segue um fluxo simples e padronizado, que vai do cadastro da empresa à liberação dos GTINs oficiais. Veja, abaixo, como funciona!

Etapa 1 – Cadastro inicial no portal GS1 Brasil

O primeiro passo é acessar o site oficial da GS1 Brasil e criar um login. Nessa etapa, são solicitados dados básicos da empresa, como CNPJ, razão social, segmento de atuação e informações de contato. O cadastro leva poucos minutos.

Etapa 2 – Escolha do plano de filiação

O plano é definido de acordo com o faturamento anual da empresa e determina a quantidade de GTINs que poderão ser gerados. Escolher o plano adequado evita limitações futuras e garante escalabilidade no cadastro de produtos.

Etapa 3 – Envio de documentação

Após o cadastro, é necessário enviar os documentos exigidos conforme o tipo de empresa. Os arquivos devem estar legíveis, atualizados e nos formatos aceitos pela plataforma, para evitar atrasos na análise.

Etapa 4 – Pagamento das taxas

O processo inclui o pagamento da taxa de filiação e da anuidade, com opções como boleto ou cartão. A liberação para a próxima etapa ocorre após a compensação do pagamento, normalmente em até 1 dia útil.

Etapa 5 – Recebimento dos GTINs

Com tudo aprovado, a empresa recebe seu prefixo GS1, que permite a atribuição dos GTINs oficiais aos produtos. A partir desse momento, os códigos já podem ser usados em embalagens, notas fiscais, varejo e marketplaces.

Etapa 6 – Geração das imagens dos códigos de barras

Após a atribuição dos GTINs, é preciso gerar a imagem do código de barras no padrão correto (como código EAN-13 ou GTIN-14), respeitando requisitos técnicos de tamanho, contraste e margens. 

Antes de imprimir ou aplicar na embalagem, recomenda-se testar a leitura com scanners para garantir a legibilidade e evitar problemas em pontos de venda e sistemas logísticos.

Valores e investimento do registro

Os valores para adquirir o código de barras e depois registrá-lo na GS1 Brasil variam conforme o faturamento anual da empresa, pois devem seguir faixas progressivas. 

Esse modelo é para que negócios de diferentes portes tenham acesso aos códigos oficiais de forma proporcional à sua realidade.

O investimento é composto por taxa de adesão (paga no ingresso) e anuidade, que mantém a empresa ativa no sistema GS1 e garante o uso contínuo dos GTINs oficiais. 

MEIs, pequenos produtores e artesãos contam com condições diferenciadas, com valores reduzidos e planos mais acessíveis.

E, considerando a aceitação em notas fiscais, varejo, marketplaces e exportação, o registro apresenta um alto custo-benefício, uma vez que reduz rejeições, retrabalho e riscos comerciais associados ao uso de códigos não autorizados.

Prazo do registro e validade

O registro de código de barras na GS1 Brasil leva, em média, 3 a 5 dias úteis, considerando cadastro, documentação, pagamento e liberação dos códigos.

Os GTINs são vitalícios, mas a filiação à GS1 Brasil deve ser mantida ativa por meio da renovação anual. Um novo GTIN é exigido quando há mudanças no produto, como quantidade, embalagem, formulação ou unidade de venda.

Diferença entre código de barras, GTIN e EAN

É comum haver confusão entre GTIN, EAN e UPC, e o funcionamento do código de barras, pois, mesmo que os termos estejam relacionados, representam conceitos diferentes dentro do processo de identificação de produtos.

  • GTIN (Global Trade Item Number): é o número único que identifica o produto globalmente, atribuído pela GS1;
  • EAN: é um padrão de código de barras baseado no GTIN, sendo o mais utilizado no Brasil para identificação de produtos no varejo;
  • Código de barras: é a representação gráfica do GTIN (como EAN-13), usada para leitura por scanners e sistemas.

Registro para venda em marketplaces

A maioria dos marketplaces exige GTIN válido e registrado para o cadastro de produtos. 

Esses canais utilizam validação automática para verificar se o código informado é oficial, único e vinculado à base da GS1. Dessa forma, o uso de códigos não autorizados pode resultar em bloqueio de anúncios, suspensão de contas e perda de vendas.

Benefícios do GTIN registrado para vendas online:

  • aprovação mais rápida de cadastros de produtos;
  • menor risco de bloqueios e inconsistências;
  • padronização de informações entre canais;
  • melhor integração com estoque e logística;
  • mais credibilidade para a marca nos marketplaces.

Faça o registro oficial de códigos de barras na GS1 Brasil

A GS1 Brasil é a única organização autorizada no país a emitir GTINs oficiais, reconhecidos nacional e internacionalmente. 

Ao registrar seus códigos de barras com a GS1, sua empresa garante identificação única, padronização de dados e conformidade com exigências fiscais, varejo e marketplaces. 

E para garantir o melhor serviço, temos consultoria GS1 especializada, com atendimento totalmente humanizado. 

Além do registro, você passa a integrar um ecossistema global de padrões, com soluções que apoiam rastreabilidade, automação e integração entre sistemas, fortalecendo a credibilidade da marca e preparando seus produtos para crescer em qualquer mercado.

Perguntas frequentes sobre registro de código de barras

Posso usar código de barras gratuito da internet?

Não. Códigos gratuitos geram apenas a imagem e não possuem GTIN válido, podendo causar rejeições fiscais, bloqueios em marketplaces e recusas no varejo.

Quanto tempo tenho para começar a usar os códigos após o registro?

Após a liberação dos GTINs, o uso é imediato. Os códigos podem ser aplicados em embalagens, sistemas e notas fiscais assim que atribuídos.

Preciso registrar se vendo apenas online?

Sim. Marketplaces exigem GTIN oficial para validação automática dos produtos, mesmo em vendas exclusivamente digitais.

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