Além de sua funcionalidade principal, que é armazenar e garantir a integridade do produto, a embalagem é conhecida também como uma ferramenta de marketing. Por ser a primeira conexão entre o cliente e a marca, o design que ela apresenta é uma preocupação recorrente entre as empresas, o que resulta em diversas adaptações e mudanças ao longo do tempo.

Seu desenho deve ser bonito, chamativo, prático e conveniente. O rótulo deve passar informações atrativas e que criem um vínculo entre o consumidor e o produto. Esses são critérios levados em conta não só em grandes corporações, mas também em micro, pequenas e médias empresas para aumentar a visibilidade do negócio.

Contudo, esses não são os únicos cuidados a serem tomados no momento da criação de embalagens para comercialização. O comércio estabelece uma série de padrões a serem seguidos nas embalagens de produtos. A conservação da mercadoria, o transporte, a rotulação e o uso do código de barras são os critérios mais relevantes.

Deseja saber como adequar suas embalagens para comércio? Neste post explicaremos os parâmetros que devem ser modificados de acordo com os padrões do comércio. Confira!

Conservação do produto

A função de conservação do produto está relacionada à função primária das embalagens, principalmente no que diz respeito aos itens perecíveis. Embora pareça óbvio, muitas empresas pecam na escolha da embalagem mais adequada ao seu tipo de produto.

O primeiro aspecto a ser considerado é a segurança da mercadoria. É preciso evitar ao máximo as adulterações e violações, visto que elas podem comprometer a própria saúde do cliente.

A saída para evitar esse tipo de ocorrência é apostar em embalagens que dificultem a intrusão (embalagens do tipo blister, por exemplo) ou que evidenciem algum tipo de violação que a mercadoria possa ter sofrido.

Outro aspecto é relativo à deterioração do produto. Para prolongar a vida útil, a embalagem deve controlar fatores ambientais como a umidade e a luz, e assim evitar o desenvolvimento de micro-organismos. Um exemplo bastante utilizado no ramo alimentício são as embalagens cartonadas.

A embalagem não pode ser fabricada em materiais que se transfiram ao produto em quantidades prejudiciais. Além disso, se destaca o uso de tecnologias como suporte a essa conservação, sendo as principais: acondicionamento asséptico, atmosfera modificada e processamento térmico.

Transporte e distribuição

A integridade do produto também está comprometida nos processos de transporte e distribuição. Especialmente na atividade de empilhamento de itens, eles ficam expostos a vários riscos, como vibração, compressão e choques. Quando a embalagem não é adequada, esses impacto físicos e mecânicos podem tornar um item impróprio para uso e, é claro, para comércio.

Sobre as embalagens primárias, aquelas que estão em contato direto com o produto, são indicadas as embalagens mistas. Compostas pela combinação de dois ou mais materiais diferentes, como plástico e vidro ou madeira com metal, esse tipo de embalagem se aproveita da união das diferentes propriedades para proteger mais a mercadoria, sendo mais resistente inclusive no momento de transporte.

Já as embalagens secundárias e terciárias estão diretamente relacionadas ao processo de transporte. Nelas se acomodam os produtos em grandes quantidades para facilitar a movimentação de materiais. O principal cuidado é checar a quantidade de unidades suportadas. Containers e caixas de transporte são exemplos de embalagens específicas para o transporte.

Rotulagem

O rótulo não é apenas um local para passar algumas informações atrativas e despertar o interesse do público. Existem leis que regem a rotulagem de embalagens para comércio, cujo descumprimento impossibilita a comercialização dos produtos.

Em primeiro lugar, para todos os setores, existem algumas informações que devem obrigatoriamente estar contida nos rótulos. Segundo o Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, são elas: firma; número de inscrição no CNPJ; a localidade, rua e número do estabelecimento; a expressão “Indústria Brasileira”; e outros elementos — quando necessários — como “Isento do IPI” ou “Amostra Grátis”.

As informações existentes no rótulo devem abranger características, composição, quantidade, garantia, preço, origem e prazos de validade. Tudo isso de forma clara, precisa e correta. O fabricante não pode omitir quaisquer informações ou fornecer informações que não refletem a realidade.

Além disso, existem outras informações que variam de acordo com o tipo de produto. Por exemplo, no setor alimentício, regido pela ANVISA, a mercadoria ainda deve conter denominação de venda; lista de ingredientes; aviso sobre ingredientes alergênicos; conteúdos líquidos; identificação da origem e lote; e instruções de preparo, se necessário.

Uso do código de barras

O código de barras está presente na embalagem de todos os produtos. Ele ajuda na identificação das mercadorias, auxiliando não só no momento da venda, mas também na verificação de processos internos, como o controle de estoque. Ou seja, produtos codificados facilitam a gestão de uma empresa.

Esse código pode ser impresso diretamente na embalagem ou em uma etiqueta posteriormente aplicada. Portanto, já no momento da elaboração do invólucro, é preciso se atentar a alguns detalhes para garantir a qualidade da impressão do código de barras.

A dimensão do código não pode ser muito pequena, visto que isso dificulta a leitura do scanner, sendo o tamanho mais comum o de 3cm de largura por 2cm de altura. Um problema bastante recorrente é o do truncamento, em que a altura da barra é reduzida. O código muito fino também não consegue ser lido no checkout.

As cores devem estar com bastante contraste, sendo a combinação mais recomendada a de barras pretas no fundo branco. Para facilitar a leitura, é importante inserir as chamadas margens de silêncio, pequenos espaços em branco nas laterais. O código deve estar no quadrante inferior direito do verso, evitando dobras e curvas. Por fim, a qualidade da impressão em si também exige bastante atenção.

Levar em conta questões como transparência na rotulagem, conservação da integridade do produto, adequação ao transporte e o uso correto do código de barras são tão importantes quanto considerar a atratividade ao cliente. Adequar as embalagens para o comércio significa incorporar os elementos necessários para garantir presença no mercado competitivo.

Agora que você já sabe como adequar as suas embalagens para comércio, descubra como ela pode se tornar o diferencial de uma empresa!

 

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