Importância do código de barras para a rastreabilidade do produto no setor da saúde

Presente em quase todos os produtos colocados nas prateleiras do varejo em geral, o código de barras é uma das principais ferramentas para automatizar processos de venda, logística e movimentação de produtos. 

 

Na saúde, ele é considerado indispensável, isso porque as indústrias do segmento possuem uma constante preocupação com a gestão de seus produtos, desde a produção até a entrega aos clientes/dispensadores finais, varejo farmacêutico, hospitais, clínicas etc. Desta forma, os códigos de barra simplificam a identificação de produtos, que são registrados no sistema de gestão com um identificador único. 

 

De forma mais clara, o código de barras carrega minimamente o GTIN (identificador do produto), o que permite após a leitura pelo scanner, que o sistema saiba qual é o produto que está sendo manuseado.

 

O código de barras utilizado para a rastreabilidade de medicamentos, por exemplo, é o GS1 DataMatrix, que já é usado e recomendado no setor da saúde globalmente, pois possibilita codificar informações adicionais como lote, validade e número de série, ajudando, principalmente, o sistema de gestão a manter rastreabilidade, controlar níveis de estoque e a obter informações precisas sobre a validade e o lote do produto.

 

Dados relevantes

Uma pesquisa da GS1 Brasil realizada semestralmente em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, que consultou 550 empresas atuantes nos setores de alimentos, saúde e indústria, aponta que o processo de cadastro de produtos está em constante evolução.

 

A partir desse levantamento, separamos alguns dados sobre a utilização do código de barras no controle logístico, principalmente do segmento da saúde. Confira:

 

  •       Aproximadamente 66% das empresas usam código de barras em 100% de seus produtos.
  •       Para 70% das indústrias do segmento de saúde, o código de barras é essencial para garantir a rastreabilidade dos produtos. 
  •       A indústria da saúde é a que mais utiliza código de barras, totalizando 68% comparada com a de alimentos, que é de 58%.
  •       Cerca de 70% das empresas entrevistadas (saúde, alimentos e indústria) usam software para fazer o cadastro de produtos. As planilhas de Excel estão em segundo lugar (27%) e o restante divide-se em outras opções, como papel ou o próprio site/sistema do provedor. 
  •       No setor de saúde, 79% das organizações já utilizam sistemas para fazer o cadastro de produtos e o restante ainda utilizam planilhas de Excel, papel, o próprio site/sistema do provedor, entre outras opções. Na indústria, essa prática é adotada por 73% das companhias, enquanto no setor de alimentos, por 63%.
  •       O estudo ainda revela que 53% das empresas afirmaram que os parceiros comerciais exigem código de barras padrão GS1 nos produtos, índice que atinge 59% no segmento de alimentos.

 

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Rastreabilidade no segmento da saúde

A GS1 orienta o setor para o uso de padrões de identificação, captura e compartilhamento de informações para melhorar a gestão, dispensação e rastreabilidade dos medicamentos em diversos processos, seja na cadeia de suprimentos ou intra-hospitalar. 

 

É importante destacar que a padronização de processos e rastreabilidade de medicamentos e dispositivos para saúde, além do paciente, também traz segurança para todos os outros envolvidos no setor, desde órgãos reguladores, passando pelos fabricantes e distribuidores, até os dispensadores.

 

A rastreabilidade de medicamentos em diversos países é obrigatória e regulada pelas agências do setor. Mais de 70 países consideram adotar ou já implementaram a rastreabilidade de medicamentos com o uso dos padrões GS1.

 

O processo está em constante transformação, mas já existem diversos cases de implementação da rastreabilidade de medicamentos no Brasil, por exemplo. 

 

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também já iniciou um projeto de regulamentação da rastreabilidade de medicamentos e dispositivos médicos, priorizando a segurança do paciente, entre outras necessidades.

 

Padronização

Vale ressaltar que, no geral, as empresas ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao código de barras e, de acordo com outro estudo feito pela GS1 Brasil na área da saúde, o principal problema é a inadequação no cadastro de produtos e a incongruência no controle do inventário.

 

Para que o setor de saúde possa construir e manter uma sistemática eficiente com códigos de barras, é preciso criar uma padronização para que os itens sejam sempre produzidos e distribuídos corretamente.

 

Os Padrões GS1 estão permitindo a identificação unificada, pois fornecem uma linguagem global comum (identificação, código de barras e compartilhamento de dados), de produtos, pacientes, clínicos, ativos e localizações, para que os processos se tornem cada vez mais transparentes e seguros e para que stakeholders possam trabalhar em conjunto.

 

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