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Uma das principais causas do fracasso e consequentemente fechamento de pequenas e micro empresas é a falta de planejamento financeiro. Uma das situações mais frequentes que evidenciam essa desorganização é quando o empresário não estabelece limites entre seu próprio dinheiro e o caixa da empresa. Como o dinheiro para a abertura de um negócio costuma ser do próprio dono, a tendência para que ele misture finanças pessoais com o dinheiro de sua empresa é grande.

Porém esse é um erro que pode ser fatal para a sobrevivência de qualquer negócio. Quando isso acontece, o empresário fica sem saber exatamente o que é da conta física e o que vem da jurídica, misturando todo o dinheiro e perdendo o controle financeiro tanto pessoal quanto do negócio. Fica impossível saber o quanto se tem para pagar funcionários, fornecedores e demais despesas, além de prejudicar o seu próprio planejamento financeiro pessoal.

Contas pessoais x contas da empresa: Uma separação necessária

A primeira coisa que se deve ter em mente ao abrir uma empresa é a de que ela precisa ser sustentável em longo prazo para dar certo. Para isso, é mais do que essencial que um controle financeiro rígido seja feito. Isso só vai acontecer se existir, desde o inicio, uma separação clara entre as contas da pessoa física do empresário e as finanças da pessoa jurídica.

Infelizmente, essa não costuma ser a realidade em pequenas e médias empresas. Misturar gastos pessoais, como contas domésticas, compra de bens e pagamentos, com as despesas da empresa é uma prática mais do comum na maioria dos pequenos negócios.

Soma-se a isso a falta de controle sobre as movimentações de dinheiro da empresa pelo dono, que não estabelece claramente o quanto e como podem retirar ou aplicar dinheiro no negócio. O comum na maioria dos casos é que quando tudo vai bem e começa a sobrar dinheiro em caixa, mais dinheiro ele pode sacar. Ao mesmo tempo, quando a situação piora e a empresa precisa de dinheiro, a primeira opção é tirar a quantia do próprio bolso para salvar o negócio.

Como separar as finanças pessoais das contas da empresa?

1. Faça um raio-X de todos os gastos

O primeiro passo para se organizar melhor financeiramente é descobrir qual o lucro mensal do seu negócio e quanto você possui despesas tanto da empresa quanto pessoais. Uma maneira eficaz de fazer isso é por meio de uma planilha, preenchendo de forma separada em um lado as quantias de entrada e saída da empresa e no outro as quantias destinadas gastos pessoais.

Saber a origem exata de todos os números em uma empresa é mais do que necessário para controlar melhor a entrada e saída do dinheiro. Tudo precisa estar contabilizado: caixa, contas a pagar e receber, despesas (fixos, variáveis ou imprevistos), investimentos, pagamento de funcionários e fornecedores, entre outros. Isso permite que a destinação das verbas sejam readequadas e que o empresário possa ter uma noção de quanto a empresa precisa para funcionar por mês e quanto ele precisa para se sustentar individualmente.

2. Defina como serão as retiradas mensais

Não é difícil encontrar empresários que acham que podem se dar ao luxo de não ter um salário fixo, já que são donos de um negócio e, portanto, podem retirar a quantia que quiserem do caixa da empresa a qualquer momento.

Essa noção é errada e totalmente prejudicial para as finanças da empresa. O faturamento da empresa não pode ser confundido com os seus ganhos enquanto empresário. É essencial que todo dono ou sócio de um negócio deve definir claramente quanto e como serão suas retiradas mensais – chamada de pró-labore. Todo pró-labore funciona como se fosse um salário que o dono recebe de seu próprio negócio, com um valor adequado e dentro das possibilidades financeira da empresa.

Ele não deve ser um valor tão pequeno que não consiga cobrir os gastos pessoais do empresário, mas ao mesmo tempo também não pode ser exagerado ao ponto de comprometer as demais obrigações da empresa. Para estabelecê-lo, uma alternativa é observar os valores praticados no mercado para a mesma função para usar como base.

Também é melhor optar por um modelo de remuneração fixa ao invés de variável, pois remunerar o dono de forma “flutuante” pode acabar prejudicar os investimentos e expansão da empresa, quanto ela estiver faturando bem, ou deixar o empresário sem nada em tempos difíceis. O pró-labore deve ser incluso entre as despesas com remuneração da empresa como um rendimento mensal e que mantem o mesmo patamar ao longo do tempo, semelhante a um salário.

3. Tenha contas bancárias distintas

O ideal é sempre manter duas contas correntes separadas: uma para uso pessoal e outra para as movimentações da empresa. Mesmo essa não sendo uma obrigação legal, manter duas contas distintas deixa a tarefa de se organizar financeiramente bem mais fácil. Dessa forma, é possível acompanhar melhor os pagamentos recebidos, os gastos realizados e os lançamentos realizados nos extratos.

Outra vantagem de ter manter as contas separadas é quanto a tributação. Ao se separar financeiramente a vida pessoal do dia a dia da empresa, será mais fácil comprovar seu faturamento no negócio e o seus rendimentos como pessoa física, tornando a declaração de Imposto de Renda muito mais prática e menos problemática. Além disso, os bancos também costumam ter produtos diferentes para contas de pessoa jurídica, que não são acessíveis em contas comuns, como melhores linhas de crédito e taxas mais em conta.

4. Não misture gastos domésticos com as da empresa

Separar as despesas pessoais com os empresariais pode não ser tão simples quanto parece, ainda mais quando estamos tratando de pequenas e médias empresas ou empreendedores individuais. Esses pequenos empresários normalmente são os responsáveis por quase tudo em seu negócio, e acabam engolidos pela rotina de vender, pagar fornecedores e funcionários, controlar estoque e quitar contas. Como o negócio costuma ser a principal fonte de renda dos mesmos, é muito comum que sua vida pessoal comece a se misturar a esse cotidiano, até que por fim ele acabe pagando suas contas com dinheiro da empresa.

Fazer essa separação é mais do que importante. Deixe sempre bem especificado o que está sendo gasto em prol das atividades da empresa e o que está sendo pago apenas para cobrir despesas pessoais. Se, por exemplo, o carro de uso pessoal é da empresa, é recomendável se abater do pró-labore um percentual que represente os gastos com manutenção e combustível. Da mesma forma, se o carro for pessoal, esses gastos devem ser contabilizados nas contas da empresa. O mesmo procedimento deve valer para celular, computadores, contas de telefone e internet, entre outros.

E então, você ainda está cometendo o erro de misturar suas finanças pessoais com as finanças da empresa? Pois se conscientize e siga nossas dicas para cuidar melhor do seu dinheiro e profissionalizar seus negócios! Se ficou alguma dúvida ou tem mais alguma dica para acrescentar, conte para a gente nos comentários!

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