7 dicas para evitar problemas ao formar uma sociedade empresarial

A sociedade empresarial muitas vezes aparece no caminho do empreendedor que quer abrir um negócio ou que precisa de parceiros para expandir um estabelecimento já em atividade. Seja num caso ou no outro, a escolha do sócio deve ser precedida de muitos cuidados, para que a relação possa ser duradoura e lucrativa para todas as partes.

É provável que você já tenha ouvido histórias de parceiros de negócios que não deram certo, por exemplo, porque um dos sócios era “mandão” demais ou desviava dinheiro da empresa. Ainda assim, não faltam casos de sucesso de parceiros que uniram forças para alavancar empreendimentos e aproveitar as vantagens de um estabelecimento em expansão.

Veja, em seguida, 7 dicas para você evitar problemas na formação de uma sociedade empresarial.

1. Avalie os perfis dos sócios

Na vida pessoal, você dificilmente se casaria com o primeiro pretendente que aparecesse na rua, não é mesmo? Na vida profissional, quando se trata de encontrar um sócio para um negócio, o raciocínio deve ser semelhante. Afinal, a relação empresarial em muitos aspectos se parecerá com um matrimônio.

Na busca por um parceiro para o estabelecimento, é importante que você avalie os perfis técnicos, psicológicos e comportamentais dos possíveis sócios, para saber se há harmonia ou contraste com o seu próprio perfil. É bem verdade que pode haver complementações para o bem da empresa, por exemplo, quando um sócio é especialista na gestão de finanças e outro é expert em vendas.

Contudo, é preciso ter cuidado quando um parceiro é muito centralizador, enquanto você gosta de discutir as decisões. Em outra possibilidade, um empreendedor pode ter temperamento explosivo, enquanto o outro é paciente demais. Nesses casos, o limite da complementação de perfis pode ser extrapolado e, com isso, a sociedade empresarial pode ser prejudicada.

2. Alinhe objetivos e metas

Imagine esta situação: um sócio quer abrir o primeiro negócio da carreira, para garantir uma renda até o fim da vida, já outro é experiente como empreendedor e enxerga a empresa como mais um investimento, com o qual pretende lucrar com a posterior venda do estabelecimento mais tarde.

Num caso assim, o conflito é praticamente inevitável quando for preciso decidir o rumo da empresa. Por isso, é essencial que os futuros sócios façam o alinhamento de objetivos e metas antes de concretizar a parceria, até porque deixar o planejamento estratégico para depois pode resultar em decepções mútuas e prejuízo para o negócio.

Além disso, é importante que cada sócio tenha um papel bem definido na gestão da empresa, como se fosse mais um empregado do estabelecimento, para que não haja o risco de um dos donos trabalhar mais do que os outros e se sentir prejudicado no futuro.

3. Formalize a sociedade empresarial

É comum familiares ou amigos se tornarem sócios em empreendimentos, sem que haja uma formalização da parceria. O problema desse tipo de informalidade é que os conflitos naturais de uma atividade empresarial podem testar a relação de afinidade e, em alguns casos, até levar a ruptura do vínculo.

Quando isso ocorre, pode existir um jogo de empurra-empurra para saber quem vai se responsabilizar por honrar os compromissos do negócio, sem contar os prejuízos afetivos. Para evitar esses transtornos, é indispensável formalizar a sociedade empresarial, por meio de um contrato, com os direitos, as obrigações e as responsabilidades dos acionistas. Nesse caso, o auxílio de um advogado especializado em Direito Empresarial é necessário para que o contrato esteja de acordo com as normas do país.

4. Tenha cuidado com a comunicação

Uma comunicação ineficiente ou até mesmo a inexistência de contatos podem ser a causa de uma série de conflitos numa sociedade empresarial. Quando um sócio toma atitudes sem informar o outro pode passar a imagem de que não se importa com a opinião do parceiro e, indiretamente, alimenta suposições de possíveis desvios na gestão do negócio. Pelo contrário, quando a comunicação é eficiente, existe maior segurança e confiabilidade na interação entre os acionistas.

Vale ressaltar também que não basta apenas informar os demais sócios a respeito do negócio, mas cuidar da maneira como se transmite a mensagem. Como a sociedade empresarial é pensada para durar por bastante tempo, é necessário evitar as pequenas falhas do dia a dia, para que elas não deem espaço para a conhecida “gota d’água” no futuro. Por exemplo, uma resposta “bruta” pode deixar marcas desagradáveis na relação entre sócios e ser fonte para transtornos numa eventual discussão.

5. Estabeleça regras para decisões

O ato de gerenciar passa por constantes decisões acerca dos rumos do negócio, no curto, no médio e no longo prazo. Quando o empreendedor é o único dono do estabelecimento, ele pode fazer escolhas segundo a própria conveniência. Entretanto, numa sociedade empresarial, é necessário que haja debate sobre as opções e que a decisão seja votada entre os sócios.

Uma maneira eficaz de se evitar brigas é estabelecer previamente regras para determinadas escolhas sobre o negócio. Por exemplo, há casos de empresas que só optam por certo rumo se todos os sócios aprovarem a ideia. Em outros, é comum se contratar um árbitro externo para julgar eventuais questões e, assim, apaziguar os conflitos internos.

6. Preze pela transparência

Quando só existe um dono do negócio, fica mais fácil ele entender as contas da empresa, mesmo que elas não estejam registradas. Embora não seja recomendada tal prática, também pode ocorrer de o proprietário fazer uma retirada de recursos do caixa do estabelecimento para fins pessoais.

Contudo, quando se trata de uma sociedade empresarial, a transparência e o profissionalismo na gestão devem predominar. A organização precisa ter procedimentos padrões independentemente de quem for tomar uma decisão ou realizar um ato. Além disso, os dados da empresa devem representar exatamente o que ocorreu no negócio, para que os sócios possam acompanhar a evolução do empreendimento por meio da prestação de contas.

7. Busque assessoria técnica

Concretizar uma sociedade empresarial somente por impulso pode gerar muitos prejuízos no futuro, caso a parceria não dê certo. Por isso, pode ser útil buscar uma assessoria técnica antes de formalizar o novo negócio.

Com a ajuda de profissionais especializados, os empresários podem evitar erros cometidos em outras organizações e, assim, potencializar as vantagens da união de forças. Ao contar com um olhar imparcial externo, os futuros sócios podem ainda se despir de eventuais hábitos nocivos à empresa, como misturar contas pessoais e profissionais.

Quer receber mais dicas para o bom gerenciamento do seu negócio? Então, siga a GS1 do Brasil nas redes sociais: Facebook, LinkedIn, Twitter, Google Plus!

 

Postagens relacionadas
Saiba o que não pode faltar para expandir seu negócio internacionalmente
Aprenda a usar as 5 forças de Porter para fortalecer o negócio
Entenda como usar o código de barras para aumentar a produtividade
8 regras de exportação que sua empresa não pode desobedecer
Negócios em expansão: saiba como fazer um estudo de viabilidade

Deixe seu comentário

Seu comentário*

Seu nome*
Sua página da Web