Qualquer empresa cuja produção seja suficiente para abastecer mais do que a própria rua onde está instalada precisa estar atenta à necessidade de identificar de modo eficiente e padronizado seus produtos. Isso deve ocorrer não apenas com as informações sobre preço e características, mas também com dados sobre origem e produção, de modo a garantir as condições de rastreamento dessas mercadorias no mercado.

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Para tanto, a melhor solução é adotar a implantação do código de barras em todos os seus produtos e rastreá-los por meio dessa tecnologia. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe!

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Afinal, o que são códigos de barras?

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Há mais de 40 anos, os consumidores de todo o mundo se acostumaram a ver as barrinhas pretas e brancas e a sequência de 13 números que ajudam a identificar a origem do produto, suas características e seu preço. O código de barras funciona como uma espécie de “RG” dos produtos: cada um deles tem o seu, por meio do qual é possível identificá-lo de maneira automática e confiável.

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No caso do Brasil, os três primeiros números (789 e 790) identificam o país em que o produto está sendo comercializado. Depois, os próximos cinco algarismos referem-se à empresa produtora do bem. Os seguintes, ao produto especificamente produzido. Por fim, há um dígito verificador para evitar fraudes ou erros nos registros.

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Como os códigos de barras são lidos?

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Por meio da leitura eletrônica e óptica, os softwares conseguem fazer decodificações binárias das barras imediatamente. A luz vermelha dos leitores é absorvida pelas barras pretas e refletida pelas brancas, indicando ao sistema automatizado que ali há respectivamente os valores 0 e 1.

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Ao final da leitura, o código que surge é convertido pelo software nas informações referentes ao produto, que surgirão na tela do computador em segundos.

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Como as empresas usam o código de barras para rastrear os produtos?

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Há tempos os códigos de barras não servem apenas para facilitar a identificação do preço da mercadoria na boca do caixa no supermercado. Cada vez mais empreendedores adotam a tecnologia para se certificar de que conhecem precisamente cada etapa do processo de produção daquela mercadoria que está sendo vendida ao consumidor.

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Isso serve tanto para a produção de placas de computador, cujo lote e número de série indicam quando e em que fábrica o componente foi produzido, quanto para os campos de produção agrícola brasileiros e do mundo, onde os produtores já usam códigos de barras para identificar, por exemplo, seus melões e informar de qual campo e em que momento da safra ele foi plantado e colhido.

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Por meio desse controle, chamado de rastreabilidade, a empresa consegue identificar cada passo da produção de seu produto e todo o processo de logística envolvido em fazê-lo ir do campo à mesa, do chão de fábrica ao escritório.

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Por que é importante o rastreamento da mercadoria?

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Vejamos a importância da rastreabilidade em um caso concreto. Graças à tecnologia, a empresa cearense Itaueira, produtora de melões que passou a colocar códigos de barras em cada unidade da fruta desde 2011, conseguiu descobrir uma contaminação por um tipo de bactéria ocorrido na produção em decorrência de excesso de chuvas.

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A descoberta foi feita antes mesmo que qualquer cliente tivesse o dissabor de provar uma fruta estragada, que poderia provocar graves contaminações aos consumidores e severas consequências judiciais e financeiras à empresa. Toda a produção foi recolhida antes que isso acontecesse, pois, graças ao código de barras, foi possível saber exatamente para onde as unidades tinham ido e quais delas eram provenientes de área possivelmente contaminada.

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Por mais preparado que um empreendedor esteja para comandar a produção a partir dos melhores princípios e critérios, fatores ambientais, humanos e materiais podem gerar falhas inesperadas e levar a produtos com problemas, que precisam ser recolhidos sob pena de gerarem riscos ao consumidor e graves perdas à empresa. É o conhecido recall.

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Apenas em 2014, de acordo com o Boletim Saúde e Segurança do Consumidor de 2015, divulgado pela Secretaria Nacional do Consumidor, houve 120 campanhas de recall no Brasil. Dentre elas, 15 eram de produtos fiscalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): seis dos produtos com problemas eram especificamente alimentos e bebidas. A Anvisa segue parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde para recomendar a retirada de produtos comestíveis das gôndolas e geladeiras.

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Se, no entanto, o empreendedor produtor de alimentos ou demais produtos não tiver códigos de barras para monitorar para onde vão seus produtos, ele jamais será capaz de localizá-los para recolhê-los em caso de problemas, como aconteceu no exemplo do melão. Tampouco o consumidor poderá identificar que está de posse de um bem problemático se não houver nenhum modo de registro verificável no produto que ele possa consultar.

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Com essa preocupação em mente, no fim do ano passado, a Anvisa passou a regulamentar o uso de código de barras em alimentos. A demanda dos consumidores por isso era antiga.

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Segundo a nova norma da agência reguladora, produtores de alimentos precisam implantar códigos de barras em sua produção e garantir a visibilidade do processo produtivo de ponta a ponta, para cumprir os parâmetros de segurança alimentar. Além disso, precisam contar com um plano de retirada emergencial dos produtos do mercado.

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Quais as sanções para quem descumprir a regra?

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O empresário que descumprir as regras e for pego pela fiscalização, estará sujeito à interdição, ao cancelamento de autorização de produção, ao recebimento de multa, cujo valor variará entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão, e, claro, a custear o integral recolhimento dos alimentos.

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No caso do melão, o consumidor que compra o produto cearense em um mercado de São Paulo pode digitar as informações do código de barras no site da empresa, saber a exata procedência do fruto e informar em caso de problemas.

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A iniciativa foi bem recebida pelos clientes. Não à toa, os produtores comemoram que já exportam 20% da produção de melões. A rastreabilidade por meio dos códigos de barras tornou-se um valor que pode ser agregado ao preço do bem, um ativo valorizado pelo consumidor e ao qual você, empresário, precisa estar atento. Empreendedores que oferecem informações aos seus consumidores são recompensados pelo mercado.

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Já existe um Padrão Global de Rastreabilidade para que você possa se balizar na hora de adotar um modelo de rastreamento em sua empresa. E, nesse post, há cinco métodos inspiradores para implantá-lo com sucesso! Boa leitura e mãos à obra!

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