Desvendando o Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI)

O desenvolvimento de novas tecnologias é um processo natural da indústria moderna. A todo momento, novos sistemas e linguagens de programação são lançados no mercado, cada um com suas próprias particularidades e funções. Por consequência de tamanha variedade, um novo desafio surge para as empresas que atuam nesse segmento de software: encontrar compatibilidade entre essas divergências.

Cada empresa utiliza seu próprio sistema e isso cria uma série de obstáculos na hora de estabelecer uma forma de se comunicar com parceiros ou outras corporações que fechar negócio. Ao rastrear um lote de produtos, por exemplo, é necessário contar com uma linguagem universal, ou seja, que possa ser reconhecida por qualquer software que esteja sendo utilizado entre ambas as partes.

É aqui que entra o EDI: Intercâmbio Eletrônico de Dados, uma tecnologia que visa padronizar a comunicação entre sistemas relacionados à indústria, ao varejo e à logística.

O que é EDI?

Imagine que um determinado varejista compre um grande lote de produtos diretamente com o fornecedor principal, ou seja, o fabricante dessas mercadorias. Ao fazer isso, é esperado que o comprador deseje acompanhar o andamento do envio, pois é necessário se preparar para receber os itens ou avisar os responsáveis caso os produtos acabem não chegando.

Ao fazer o envio deste lote, o fornecedor atualizará seu sistema, automaticamente transmitindo essas informações para o sistema do varejista. Esse é um exemplo prático de como o EDI funciona: ele padroniza essa troca de dados, de forma que ambos os sistemas consigam falar “a mesma língua”, por mais divergentes que possam ser em sua programação original.

Cada sistema possui a sua própria extensão de arquivos, que geralmente só conseguem ser reconhecidos por softwares que utilizam a mesma linguagem em seu código fonte. Para garantir que esses dados importantes se tornem compatíveis com todo tipo de programa, as empresas utilizam uma metodologia chamada de “layout EDI”, que seria uma espécie de guia para orientá-las sobre como gerar esses arquivos.

A partir dessa proposta, temos o EDI PROCEDA, o padrão mais utilizado desde a década de 1990. Ainda que seja necessário realizar algumas atualizações de tempos em tempos, esse formato segue sendo o principal até os dias de hoje.

Aplicações do EDI

O propósito do EDI pode ser aplicado de diferentes formas, afinal o objetivo não é viabilizar uma única parte do mercado, mas sim universalizar a compatibilidade de arquivos diversos entre diferentes sistemas. Contudo, podemos citar duas das suas aplicações mais comuns: em transportes e em logística.

O EDI em transporte é utilizado por transportadoras, armazéns, fábricas e afins, informando as diferentes partes envolvidas sobre notas fiscais, entregas, rastreamento e muito mais. A ideia de utilizar o padrão na logística é semelhante, pois, muitas vezes, os planos de negócios de uma empresa devem ser compartilhados com outras corporações que estejam encarregadas de processos diferentes em sua operação, como a parte financeira ou o próprio transporte.

É por isso que o EDI se faz essencial dentro de qualquer empresa, independentemente do seu segmento ou porte. Sem esse tipo de padrão, grande parte das tecnologias que dispomos hoje não seriam tão eficazes como de costume. Além disso, padrões como os códigos de barras da GS1 também seriam afetados, já que contribuem com fatores como a rastreabilidade de produtos dentro da cadeia de suprimentos.

O EDI não é somente um recurso que melhora a produtividade corporativa, é uma ferramenta indispensável!

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