Saiba trabalhar a exportação para fugir da crise

Se você é proprietário de uma pequena ou média empresa e se pega constantemente pensando em exportar, sua intuição está te levando ao lugar certo. A exportação é uma ótima alternativa para as empresas brasileiras fugirem da crise ou, antes, tirarem proveito dela para crescerem, adquirindo novos mercados e se estabelecendo.

Embora seja uma saída e tanto para o momento econômico que vivemos, são poucos os empreendedores que se deram conta dos benefícios de buscar mercados internacionais. Muitos deles pensam apenas nas dificuldades imediatas do processo — considerando burocracia o que na verdade é padronização, otimização de processos e profissionalização da empresa.

Esse desconhecimento da maioria dos gestores brasileiros só aumenta as chances de você conseguir um lugar ao sol para os seus produtos no exterior. E para que você chegue lá, criamos este post contando tudo o que você deve saber para trabalhar a exportação e fugir da crise. Acompanhe!

Aprenda sobre os novos mercados em que gostaria de entrar

Tudo começa com um planejamento rigoroso. Mandar seus produtos para fora do país significa embarcar num mercado com outra cultura, valores e regras comerciais próprias, não é mesmo?

Comece com um levantamento dos possíveis países

Então, a primeira coisa a fazer é um levantamento daqueles países onde o que você fabrica, por um motivo ou outro, é mais requisitado. Cada nação tem sua demanda interna própria e, com certeza, em alguma delas o seu produto vai ser muito valorizado.

Pense no custo-benefício

Uma vez que tenha feito uma boa lista dos países mais interessantes para exportar, há outras variáveis que podem influenciar na sua decisão. Um bom exemplo é a situação do dólar em relação à moeda local. Se ele estiver muito valorizado, significa que o valor de revenda do seu produto é alto por lá e, consequentemente, o preço final pode atrapalhar a procura.

A distância também conta muito: quanto mais longe, mais altos os seus gastos com logística e mais difícil a rastreabilidade dos seus produtos. Mas não desista só por isso: no fundo, tudo é uma questão de custo-benefício, certo?

Pesquise os hábitos comerciais locais

Por último, tenha em mente que você terá de lidar com outros hábitos de negociação, culturas organizacionais diferentes e vários aspectos que podem causar estranhamento no início. Uma boa pesquisa sobre os costumes locais vai ser de grande valia para evitar esses pequenos estranhamentos que acontecem sempre que lidamos com outras culturas.

Participe de feiras e eventos no exterior

Outra grande vantagem da exportação é que hoje, negociações com fornecedores podem ser feitas por mensagens de texto e reuniões de emergência podem acontecer por Skype. Resumindo, problemas de comunicação podem ser resolvidos sem custos utilizando tecnologia.

Mas isso não significa que você vá fazer tudo sem sair do Brasil. Nessa primeira etapa de análise das suas possibilidades, inclusive, é fundamental que você tire algum tempo para ir ao exterior conhecer de perto algumas alternativas.

E como não é possível, por falta de tempo, recursos financeiros ou ambos, conhecer cada país que considera uma possibilidade real, o melhor é participar de feiras, encontros ou eventos empresariais. Lá, você terá a oportunidade de conversar com empreendedores de diferentes culturas e que pensam os negócios de uma forma diferente. Acredite: apenas conviver com eles durante uns poucos dias vai arejar muito a sua cabeça e inspirar muitas ideias.

Isso na pior das hipóteses. Porque, se tiver sorte, pode ser que um desses novos contatos seja exatamente aquele gestor ou representante que está em busca de produtos como o seu para distribuir em outro país.

Desenvolva um site multilíngue

Como dissemos, há inúmeras facilidades que as novas tecnologias oferecem para quem quer estreitar laços com pessoas de outros países. A internet, por exemplo, vai ser a maior ferramenta para atrair empreendedores estrangeiros e apresentar-lhes os seus produtos.

Mas isso só vai acontecer caso você faça alguns ajustes no seu site. O primeiro e mais importante é torná-lo multilíngue. Se conseguir implementar versões em inglês e espanhol (duas das línguas mais faladas do mundo), ótimo! Caso contrário, é fundamental que você tenha pelo menos uma versão em inglês.

Se já utilizava o marketing digital ou marketing de conteúdo para divulgar seus produtos nacionalmente, vale a pena fazer uns ajustes também: converse com a sua equipe de marketing, se tiver uma, crie uma buyer persona que se encaixe no perfil do fornecedor estrangeiro que você quer atrair e crie conteúdo específico para ela.

Analise os preços para exportação

Há vários motivos que explicam por que exportar tem se tornado uma ótima opção em tempos de crise. Os impostos altos do mercado brasileiro — os internacionais não necessariamente são assim — e os tradicionais problemas de infraestrutura do nosso país, que encarecem a logística, são alguns exemplos.

Além, é claro, da alta do dólar. Este último, aliás, acaba sendo o maior motivo para exportar, já que a chance de receber pelas suas exportações na moeda americana são de quase 100%. Assim, você cria receita em moeda forte, valorizada e fica menos suscetível à inconstância do real.

Mas há outras questões relacionadas aos preços que devem ser pensadas muito bem: sobre uma delas já falamos, que é a relação entre a distância do país, as dificuldades logísticas e a capacidade de pagarem bem pelos seus produtos.

Há algumas outras: o valor do seu produto no mercado local (há países onde as roupas são caras e a alimentação barata, ou vice-versa, por exemplo), as regras que você terá que seguir e como elas aumentam seus preços e por aí vai. Seja bem detalhista e coloque tudo isso na ponta do lápis.

Considere mexer no catálogo dos produtos para exportação

Se você comercializa muitos itens diferentes, há grandes chances de que impostos e critérios de exportação, logística e o controle de qualidade do país de destino te obriguem a dar uma “enxugada” no seu catálogo.

Mesmo que tenha a intenção de oferecer muitas opções no futuro, comece apenas com aqueles itens que fazem mais sentido para o público-alvo local ou que te dão mais lucro. Com o tempo, as coisas começam a funcionar e você pode introduzir novos produtos naturalmente.

Exportar permite levar a sua marca para fora do Brasil, fazer novas alianças que ajudam seus negócios, deixar de correr os riscos do mercado brasileiro, tornar-se mais experiente, melhorar seus produtos e muito mais.

Fugir da crise e aproveitar todos esses benefícios são bons motivos para investir na exportação. Além, claro, do prazer e realização que você vai ter toda vez que examinar um de seus produtos e encontrar a inscrição “Made in Brazil”. Leve o nome do seu país para o exterior!

E, se tudo que dissemos até aqui ainda não te convenceu a aderir de vez à exportação, não faz mal. Ainda temos mais 8 motivos para começar a exportar o seu produto já! O momento é tão bom que argumentos não faltam!

 
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