Saiba como administrar uma empresa familiar e evitar conflitos

Administrar uma empresa familiar é, muitas vezes, uma tarefa mais difícil do que administrar uma empresa comum. Os laços afetivos e a dinâmica dos relacionamentos são fatores extras que precisam pesar na tomada de decisão e em como todo o processo ocorre. Sem esse cuidado, os conflitos acabam acontecendo e prejudicando a empresa de maneira importante.

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Pensando nisso, a seguir, listaremos 7 dicas para fazer essa administração do jeito correto e favorecer o sucesso de sua empresa. Acompanhe!

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1. Deixe as regras claras

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Em uma empresa familiar, qualquer dúvida ou desentendimento pode se transformar em um sério conflito ou em uma grave crise que afeta todo o sucesso do negócio. Por isso, a melhor coisa a se fazer é deixar as regras claras desde o começo.

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Estabeleça como será a divisão de lucros, quem é o sócio majoritário, como acontece o processo de tomada de decisão e assim por diante. Quanto mais claras essas regras estiverem, menores são as chances de que aconteçam conflitos porque um dos membros da empresa não concorda com o desenvolvimento do negócio, por exemplo.

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Com tudo definido desde o início, ninguém poderá alegar que desconhecia as regras ou que foram alteradas sem seu conhecimento.

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2. Faça um bom planejamento

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A empresa familiar, assim como qualquer outro negócio, exige um bom planejamento. Então, mesmo que a empresa seja formada por pessoas altamente capacitadas, ainda assim é preciso ter um bom planejamento sobre como a empresa irá se posicionar no mercado, como acontecerão os investimentos e qual o objetivo em geral do negócio.

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Além de alinhar expectativas entre todos os envolvidos, isso também aumenta as chances de sucesso do negócio que passa a ter uma rota bem definida para seguir até o sucesso. A falta de planejamento, por outro lado, estimula atitudes impulsivas e baseadas tão somente na emoção e na vontade de que o negócio cresça.

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3. Tenha controle financeiro

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Um bom controle financeiro também é indispensável para que a administração tenha sucesso. No caso de uma empresa familiar, é ainda mais importante tomar cuidado com esse controle para que não haja nenhuma dúvida sobre os resultados e sobre quanto cada sócio lucra, por exemplo. Dentro desse ambiente, uma desconfiança pode ser um pavio que dá origem a graves crises de relacionamento e institucionais.

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Nesse controle também é importante garantir que as contas da empresa e as finanças pessoais não se misturem. Assim, os recursos da empresa não devem ser usados para pagar contas pessoais no cotidiano e os integrantes também não devem tirar dinheiro de suas finanças para colocar na empresa.

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4. Evite a concessão de privilégios

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Diferentemente da maioria das empresas, em um negócio familiar, há relacionamentos afetivos entre as partes, como pais e filhos, tios e sobrinhos, e assim por diante. Com isso, é muito comum que ocorra uma diferenciação no tratamento, o que pode prejudicar o negócio.

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Além de passar a ideia errada para os outros funcionários, conceder privilégios a membros da família afeta a produtividade e os resultados. Portanto, se alguém da família fizer algo errado, é preciso advertir a pessoa assim como seria feito com qualquer outro funcionário. Na hora de parabenizá-lo, não se pode perder a medida e exagerar nessa situação.

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Além disso, é importante que os sócios que trabalham na empresa recebam por suas atuações de maneira condizente. Isso significa que um membro da família deve, sim, receber um salário que não deve ser pequeno demais, mas que também não pode ser excessivamente grande a ponto de não fazer sentido para a realidade do negócio.

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5. Garanta a ocupação adequada dos cargos

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Alocar pessoas em uma empresa dentro das funções corretas é uma das missões mais importantes de qualquer administração. Se uma pessoa despreparada ocupa um cargo de gestão, por exemplo, os riscos de que os resultados da empresa sejam afetados são imensos.

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Essa situação não é diferente quando se trata da família. Por mais que se queira dar uma função a diversos familiares, é preciso analisar as competências e as exigências de cada função. Se for o caso, é necessário estimular a busca por mais qualificação por parte dos familiares de modo a assegurar que cada um esteja apto a desenvolver suas funções.

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6. Realize uma sucessão progressiva

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Uma empresa familiar quase sempre é uma empresa de sucessão, o que significa que passa, tanto quanto possível, para outras gerações. Para isso, entretanto, é preciso ter um bom programa de sucessão de modo que não haja desconfiança por parte do mercado e que seja possível garantir a qualidade de atuação da empresa.

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Assim, quando se aproximar a hora de realizar a sucessão de comando, é preciso que o futuro sucessor tenha interesse na função e seja escolhido de maneira conjunta por todos os envolvidos. A seguir, é preciso provar a capacidade técnica do sucesso e treiná-lo para que ele seja capaz de, chegada a hora, assumir o comando.

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7. Não misture relacionamentos com a vida profissional

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A coisa mais difícil em uma empresa familiar é manter os relacionamentos do lado de fora da porta da empresa. Um relacionamento de pai e filho ou de irmãos não pode se sobrepor ao comando da empresa e à tomada de decisão que ela exige.

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Por isso, é importante tentar manter os relacionamentos afastados da vida profissional. Em algumas situações, excluir títulos — como mãe, pai e tio — no tratamento é uma forma de garantir essa separação.

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Também é importante que todos saibam que os negócios não definem o relacionamento da família, que precisa funcionar de maneira independente da empresa.

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Evitar conflitos em uma empresa familiar é possível se a administração tiver em mente a necessidade principal de focar mais no sucesso do negócio do que nos relacionamentos em si. Com tudo bem definido e explicado e com uma atuação estratégica, o resultado é que os conflitos são minimizados ou mesmo deixam de acontecer. Assim, a empresa fica pronta para se fortalecer, crescer e passar para outras gerações.

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Este post lhe foi útil? Aproveite para comentar sobre a sua experiência em administrar uma empresa familiar e quais são, em sua prática, os principais desafios dessa tarefa!

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